Rações

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Não estou para aí virado

Não me virem do avesso

Deixem-m’estar sossegado

Isso é tudo o que vos peço

 

Pensativo e bem disposto

A pensar morreu um burro

Não chorei com o desgosto

Que eu saiba ainda não zurro

 

Embora animal da criação

Eu nunca fui malcriado

Outros conheço que o são

 

Aos quais foi descurado

Todo o proveito da ração,

Não estou para aí virado.

publicado por poetazarolho às 21:33 | link do post | comentar