Morrer

 

Em Grândola fui nascido

Grândola em mim nasceu

Um dia algo foi parido

Mas logo o ideal morreu

 

Assassinos da esperança

Na lapela colocam cravos

Gozam dessa boa herança

Fazem de nós todos parvos

 

Triste a sina da fraternidade

Há sombra duma azinheira

Ainda acabada de nascer

 

Mas logo ali na cidade

Veria a herdeira liberdade

Marcada com o ferro, morrer.

publicado por poetazarolho às 21:51 | link do post | comentar