Desemparelhado

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“Ando aos versos, sem parelha”

Que a parelha ninguém viu

Inda procurei em Sortelha

Mas a dita não surgiu

 

Perguntei a uma velha

Se a parelha se evadiu

Mas ela torceu a orelha

Nada disse e assim partiu

 

Soltando coices solitário

Me quedei sem ter remédio

Nem vislumbrar alternativa

 

Sou um velho temerário

Quinda não sofre de tédio

Mesmo com parelha esquiva.

publicado por poetazarolho às 23:49 | link do post | comentar