Natal da beterraba


Trinta e tal anos de promessas
Iludido, ó Zé, sempre continuas
Animal de hábitos não te esqueças
Que com facilidade te desabituas

Desabituas-te de viver simplesmente
Mas porque te recusas a sucumbir
Passas então a vegetar alegremente
IVA de alfaces sorridentes vai subir

Por isso está na altura de mudar
Não te preocupes, temos um plano
Além da política, guerra e pobreza

Mudas para beterraba, vais a refinar
Ensacado e armazenado até pr’o ano
Passas um doce natal com certeza.
publicado por poetazarolho às 15:21 | link do post