Barba e poesia

Isto é um piano de cauda
Sem cauda não existiria
Sua música não defrauda
Se faço a barba à poesia
Existe até quem aplauda
Se a música não se ouvia
Assim a música se frauda
Pois a barba não podia
Barbeado com todo o jeito
P’lo barbeiro de Sevilha
Sente-se a música no peito
Enquanto a tecla dedilha
Fica um barbeado perfeito
Corre a lâmina na patilha.