Sexta-feira, 28.08.15

Migrantes

Migrantes.jpg

 

 Vem aí mais um migrante

Tenta ser um refugiado

Chega todo ofegante

Rasga-se no arame farpado

 

São os espinhos em riste

Da europa desenvolvida

P’ra cá vem quem não desiste

Mas cá tiram-lhe a vida

 

É um império de vaidade

Onde reina a hipocrisia

Quase à beira da falência

 

Luta-se pela liberdade

Ou então lutou-se um dia

Hoje está em decadência.

publicado por poetazarolho às 22:44 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Terça-feira, 25.08.15

Campanha

Campanha.jpg

Vem campanha eleitoral

Vem cantar-nos ao ouvido

Vem convencer Portugal

A votar no teu partido

 

Uma vez mais prometer

Um país maravilhoso

P’ra logo a seguir fazer

O que te der maior gozo

 

Disto prometo um milhar

E daquilo um milhão

Tudo p’ra te fazer feliz

 

Acabei por me enganar

Terminada a eleição

Essa promessa não fiz.

publicado por poetazarolho às 21:14 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 21.08.15

Ground zero

Ground zero.jpg

I believe I can fly

Over my dreams

And so real it seams

Beneath the sky

 

I believe no matter why

Dreams are my destiny

Cause the dreams I see

With eyes open, never lie

 

You may say I’m a dreamer

But I’m not the only one

When I fly the highest bound

 

Never listen any screamer

Neither the sound of a gun

And my soul flies around.

publicado por poetazarolho às 18:25 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 19.08.15

Oratórias

Oratórias.jpg

Sobre tudo digo nada

E sobre nada também

Sobretudo à desgarrada

Afinado como convém

 

Eu cá mais nada sei

Que aquilo que vos disse

Outros que não nomearei

Só vos contam intrujice

 

Acreditar é proveitoso

Mas com filtro afinado

E não fiques ansioso

 

Não faz mal ficar calado

Que o discurso faccioso

Não leva a nenhum lado.

publicado por poetazarolho às 19:14 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 13.08.15

Fragrâncias

Fragrâncias.jpg

Entre puta e meretriz

Há uma grande distância

Perceptível pelo nariz

Sentida que é a fragrância

 

Uma circula no duro

Entre vielas e barracões

Outra em estado puro

Por entre luxuosos salões

 

Duma não reza a história

Por exercer a profissão

Que é a mais velha do mundo

 

A outra merece glória

Pois tem enorme aceitação

Nesse ambiente jucundo.

publicado por poetazarolho às 23:32 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 10.08.15

Shakespeare sem caução

Shakespeare sem caução.jpg

Poderia estar ganzado

Mestre da dramaturgia

Por isso o resultado

Deu positivo um dia

 

Hamlet estava alucinado

Romeu a ganza consumia

Julieta snifou um bocado

Por becos e vielas se perdia

 

Scotland Yard investigou

Recolheu os fragmentos

Do cachimbo setecentista

 

Donde a ilicitude se provou

Retiraram-lhe os argumentos

E destituíram-no de artista.

publicado por poetazarolho às 23:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 06.08.15

Devaneios

Devaneios.jpg

Se buscas a felicidade

Então aceita primeiro

Em acto de solidariedade

Este pote com dinheiro

 

P’ra suprir a necessidade

Custear algum devaneio

Acompanhado de austeridade

Não como fim, mas um meio

 

Para atingir derradeiro fim

Desvalorizar capital humano

Capital financeiro valorizar

 

Agora sabemos é assim

Metal tornou-se soberano

Apenas ele pode governar.

publicado por poetazarolho às 22:37 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 03.08.15

Porque não vos Calais

Porque não vos Calais.jpg

Estradas não são de oiro

Mas as tampas das sanitas

Onde alguns sentam o coiro

São doiradas e bonitas

 

Assim se desenha o futuro

Como esboço da solução

A construção doutro muro

Neste mundo em construção

 

E nesta europa de esperança

A construção não emperra

Como fruto da perseverança

 

Lançam os cães de guerra

Para acelerar a matança

Dos que deixam sua terra.

publicado por poetazarolho às 20:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 01.08.15

Adormecimento

Adormecimento.jpg

Em esquecimento profundo

Anda a nossa consciência

Sempre descendo mais fundo

Muito além da decência

 

Parece suportar este mundo

No seu estado de demência

A cada passo mais imundo

Sem um pingo de clemência

 

É nesta constante fobia

Que o ser anda perdido

E é tratado com desdém

 

E quem nunca dormiria

Terá mesmo adormecido

Ou esqueceu-se também.

publicado por poetazarolho às 17:17 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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