Arrastão

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Tudo o vento levou

Deste nosso Portugal

Mas ainda cá deixou

A semente do capital

 

Que o governo semeou

Num dia de vendaval

E ainda assim germinou

Toda a raíz do mal

 

Que um povo arrastou

Num arrastão invernal

Por tempos de indecisão

 

Quando o vento acalmou

Na seguinte época estival

Já não havia paz ou pão.

publicado por poetazarolho às 00:05 | link do post | comentar | ver comentários (2)