Enteados

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 Era um povo muito crente

Tinha um enorme coração

Mas um modo ambivalente

De crer nos que o não são

 

Por isso era deprimente

Chegada a hora da votação

Quem espremera a gente

Era favorito à reeleição

 

Não existia alternativa

Neste reino tão peculiar

Mesmo à beira do abismo

 

Mas ninguém viu qu’a deriva

Construída pr’a nos sangrar

Era a filha do capitalismo.

publicado por poetazarolho às 23:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)