Sábado, 13.09.14

Recomeço

 

A pergunta compreender

Será demasiado exigente

Mais fácil será responder

Sem escutar nada da gente

 

Somos povo p'ra espremer

Não creio que seja diferente

Enquanto a gente ceder

A tanta proposta indecente

 

Novo começo é possível

Mas sem esta humanidade

Toda conspurcada de sangue

 

É cada vez mais previsível

A explosão e luminosidade

Resultante do novo big bang.

publicado por poetazarolho às 01:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 10.09.14

Ocupados

 

N'Europa estão a anunciar

Começou a grande guerra

Ninguém se parece importar

Por não existir paz na terra

 

Mas sim a sede de matar

Discurso demagogo descerra

A enorme vontade de parar

Mas logo na prática emperra

 

Contra os canhões marchar

Não vislumbro outra opção

Marcharemos alinhados

 

Grande guerra a começar

Não nos traz a salvação

Mas mantém-nos ocupados.

publicado por poetazarolho às 21:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 06.09.14

Salvos

 

Eis aqui a salvação

E agora o salvador

Sob a forma d’injecção

Para aliviar essa dôr

 

Uma dose a cada nação

Para o seu banco central

Administrar cada milhão

Na sua economia real

 

Fica melhor a finança

E os bancos serão salvos

Pois a liquidez aumenta

 

Ao som da música dança

Esse conjunto de papalvos

É o povo, muito aguenta.

publicado por poetazarolho às 15:36 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 04.09.14

Perfeitos

 

O ser humano perfeito

Não alcança a perfeição

Pois tem sempre um defeito

Embora lhe pareça que não

 

Destoa por querer parecer

Aquilo que lhe aparenta

Mas o que parece sem saber

É que a imperfeição representa

 

Somos todos muito iguais

Nesta nossa perfeição

A diferença nem se nota

 

Há o perfeito demais

O perfeito por definição

E há o perfeito idiota.

publicado por poetazarolho às 22:23 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Terça-feira, 02.09.14

Se existe

 

Se existes logo pagas

Fazendo-o sem questionar

E suportas essas chagas

Fruto do auto flagelar

 

E acreditas na bondade

Mesmo má sem questionar

Dominando essa vontade

Que te faria enfim lutar

 

Estás no olho do furacão

Mas manténs esse lugar

Qu'o crente nunca desiste

 

Pode alterar a feição

Mas não deixa de pagar

É sua obrigação se existe.

publicado por poetazarolho às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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