Temperos

 

Tempero de sal e amor

Nesta beira mar plantado

Porque infliges tanta dor

A pobre povo amargurado

 

Não o vejo merecedor

Dum viver assim pesado

Já nem existe ditador

Nem se toca só o fado

 

Ou viverá numa ilusão

E no instante seguinte

A ver o seu voto contado

 

Regressa à mesma prisão

E à condição de pedinte

Que lhe assistiu no passado.

publicado por poetazarolho às 19:17 | link do post | comentar | ver comentários (2)