Sexta-feira, 28.02.14

Da lei da morte

 

Nos corredores do poder

A vida está bem melhor

Cá fora está p’ra morrer

Assim quis o decisor

 

Decidiu-se pelo país

Que se lixe a população

Eliminou o mal p’la raíz

Preservou a bela nação

 

Fica um lindo território

Com ar puro e muito sol

À beira mar plantado

 

E o poder usufruindo

Mais um feito no seu rol

Um povo ter assassinado.

 

publicado por poetazarolho às 23:32 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 27.02.14

40 anos

 

Low cost no parlamento

Assim se vai comemorar

Separado de São Bento

E de Belém p’ra lamentar

 

Lamenta o povo também

O estado a que chegámos

Pois agora está refém

D’espinhos que plantámos

 

Terão dito foram cravos

Para criar uma ilusão

De liberdade imediata

 

Na verdade somos escravos

Duma suposta revolução

Que já venderam barata.

publicado por poetazarolho às 22:55 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Terça-feira, 25.02.14

Saída limpa

 

Será limpa a saída

De toda a sujidade

Pois já está decidida

Pr’a nossa felicidade

 

Já se ouve o trovador

E sua cantiga d’amigo

Observe este esplendor

Escute aquilo que digo

 

Se em milagre se fala

Então um milagre será

Para o bem deste país

 

Com pessoas nem se rala

Pois já ninguém existirá

Para assistir ao que diz.

publicado por poetazarolho às 23:32 | link do post | comentar
Sábado, 22.02.14

Dux coelhorum

 

Dux mais Dux não há

E é chefe dos malteses

Anda a praxar-nos por cá

Empobrece os portugueses

 

Implementou um plano

Diminuir-nos a ração

Como o cavalo do cigano

Acabamos debaixo do chão

 

E sem direito a recurso

A lápide terá a inscrição

Foi um povo obediente

 

E honrado no percurso

Deu a vida pela nação

Salvou a vida da gente.

publicado por poetazarolho às 23:44 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 19.02.14

Kiev

 

E foi na independência

Que a liberdade acabou

Símbolo da prepotência

Que sobre o povo tombou

 

Altas chamas e violência

Ao que a morte se somou

E tudo com a conivência

A que o poder nos habituou

 

Pois é muito fácil disparar

Rajadas de vil metralha

Munições pagas p’lo povo

 

Mais difícil seria dispensar

Atenção a quem trabalha

P’ra construir algo de novo.

publicado por poetazarolho às 21:29 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.02.14

Ao alto

 

Tu procuras ligação

Neste mundo desigual

Colocas ao alto a mão

A ver se apanhas sinal

 

Chega às vezes outras não

Mas que importa afinal

Se p’ra poupar um tostão

Foges ao país natal

 

Apanhas sinal da Somália

Rejubilas por um dia

Dás vivas aos teus irmãos

 

Faz uso da parafernália

Que é essa tecnologia

Coloca ao alto as mãos.

publicado por poetazarolho às 23:56 | link do post | comentar
Quinta-feira, 13.02.14

Dívida tragédia

 

Acima das possibilidades

Já não se consegue viver

São precisas habilidades

Pr’ó empobrecimento suster

 

Como manda a economia

Vive-se agora em Portugal

Há muito que não se via

Tanta gente a viver mal

 

Entre partir ou ficar

Entre viver ou morrer

Não há muito qu’escolher

 

Ou então escolhe lutar

Contra a dívida a crescer

Nunca poderemos vencer.

publicado por poetazarolho às 22:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 12.02.14

Novas conquistas

 

Português é imigrado

Desde a nossa fundação

Primeiro como cruzado

Cumprindo a sua missão

 

Mais tarde conquistador

Muito além do horizonte

Fez-se ao mar, navegador

Não houve quem o afronte

 

Depois veio a opressão

Passou fronteiras a salto

Bidonville o seu destino

 

Agora em gestação

Num país em sobressalto

Emigra ainda pequenino.

publicado por poetazarolho às 20:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 08.02.14

Colossal

 

Terá sido a ganância

Que afundou Portugal

A festa da alternância

Desaguou num lamaçal

 

Continuaremos a dança

Como esta não há igual

Até qu’assinem a livrança

Para o afundanço total

 

Sairemos sem cautelar

E plenos de esperança

Num amanhã colossal

 

Com a dívid’aumentar

Será total a confiança

Neste colosso nacional.

publicado por poetazarolho às 18:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 06.02.14

O tacho

 

A lugar privilegiado

Chega muita informação

E a bem do eleitorado

Aproveita a ocasião

 

Não será por ter roubado

Nem sequer foi corrupção

Aquilo foi um achado

Não é rico por opção

 

Era pobre por destino

Mas houve um´alteração

Soube aproveitar o momento

 

Não continuou pequenino

Ao tacho lançou a mão

Abraçou o enriquecimento.

publicado por poetazarolho às 21:22 | link do post | comentar

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