Sexta-feira, 29.11.13

Exportação

 

A salvação nacional

Deve estar no horizonte

Não é tarefa que nos afronte

Defender nosso Portugal

 

Por ventura o social

Qu’ainda vemos defronte

Antes qu’alguém o desmonte

E lhe dê machadada final

 

Os velhos são descartáveis

Vão amputando a pensão

E os novos exportáveis

 

Por aqui não ficarão

Não mais seremos saudáveis

Com este estado da nação.

publicado por poetazarolho às 16:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)

O Nelson

 

O estado pode roubar

Mas o Nelson é que não

Por desempregado estar

Dedique-se à meditação

 

Pare agora de respirar

E controle a pulsação

Pr’assim poder poupar

No processo de combustão

 

As células deve dominar

Impor ritmo ao coração

Até conseguir vegetar

 

E os açucares em circulação

Possa também desprezar

No processo d’alimentação.

publicado por poetazarolho às 00:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 25.11.13

Seara queimada

 

Estar atento era direito

Mas agora é um dever

Pois saíram com defeito

Estes que fomos eleger

 

As verdades eleitorais

De mentiras foram feitas

Mas isto há anos demais

Mentiras foram eleitas

 

Este país pobrezinho

Sonhou ser rico um dia

A produção abandonou

 

Pescas, o pão e vinho

O pouco que produzia

E tudo o vento levou.

publicado por poetazarolho às 22:44 | link do post | comentar
Sexta-feira, 22.11.13

Luxos

 

Já subi a escadaria

Agora vou-me deitar

Foi imensa a gritaria

Tenho que ir trabalhar

 

Lá dentro já se previa

Continuaram a votar

Pr’a causar a asfixia

Não devemos respirar

 

Que essa coisa de viver

Já num luxo se tornou

Ou até uma extravagância

 

Chegado o tempo de morrer

Sorte a de quem respirou

Em tempos de abundância.

publicado por poetazarolho às 22:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 21.11.13

Asseadinhos

 

O medo contemporâneo

É colorido e pomposo

Pode parecer extemporâneo

Mas chega a ser doloroso

 

Não usamos adjectivos

Das coisas como elas são

Ficamos pelos substântivos

Para se evitar a agressão

 

Não há nomes para os bois

É tudo muito correcto

E muito asseadinho

 

Fica tudo para depois

E evita ser-se directo

Assim não se faz caminho.

publicado por poetazarolho às 22:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 19.11.13

El comandante

 

É enorme o abraço

A todos em Portugal

Lá vai mais um golaço

Do capitão nacional

 

El grande comandante

Em tempos de incerteza

Leva a selecção avante

Faz esquecer a tristeza

 

Em terras de Vera Cruz

Também ele comandará

Esta grande selecção

 

Comandante CR7 seduz

Esta é a resposta que dá

Com trabalho e dedicação.

publicado por poetazarolho às 22:11 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 17.11.13

Não votarás

 

A aparente democracia

Neste mundo de ilusão

Sucumbiu à economia

É quem toma a decisão

 

Decide sobre a vida

Com a morte a acenar

Que a opção escolhida

Pode ser mesmo matar

 

Não interessa o sujeito

Se não fôr mais valia

Tem mais valor o preceito

 

E o lucro associado

Já está próximo o dia

Em que o voto é eliminado.

publicado por poetazarolho às 22:52 | link do post | comentar
Sexta-feira, 15.11.13

Portugal...

 

... de punho erguido

Por sair da recessão

Anda tudo deprimido

Sem perceber a razão

 

Tomando o comprimido

Pr’a evitar a depressão

Deviam ter-nos ouvido

No cante da revolução

 

Grândola vila morena

Entoada na assembleia

Como forma de protestar

 

Agora temos muita pena

Continuem a verborreia

Que nós vamo-nos matar.

publicado por poetazarolho às 00:11 | link do post | comentar
Terça-feira, 12.11.13

Fruto proíbido

 

São os frutos proibídos

Mercê do baixa salário

E seguimos protegidos

Pl’o sistema igualitário

 

Uns serão mais iguais

Outros menos um pouco

Mas nunca será demais

Se não ganho fico louco

 

Não vislumbro evolução

Com salários miseráveis

Mas admito estar errado

 

Pode ser que tenham razão

Alternativas são infindáveis

Não quero ser aumentado.

publicado por poetazarolho às 22:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 08.11.13

Bandalheira

 

Óh gente do meu país

Digam a quem nos representa

Que este povo anda infeliz

Não sabemos se aguenta

 

Parem de nos amputar

Vão de férias pr’ó Haiti

Nós ficaremos a rezar

Pr’a que permaneçam aí

 

Este país merece mais

Que um bando de não sei quê

Não encontro os adjectivos

 

Teriam que ser brutais

Mas depois logo se vê

Venham os antidepressivos.

publicado por poetazarolho às 21:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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