Segunda-feira, 30.09.13

Cautela

 

Um programa cautelar

À cautela vamos ter

Senão seria esbanjar

Até mais não se poder

 

Será necessário cortar

Em quem tem para comer

Para poder alimentar

Quem de fome está a morrer

 

Os que estão a governar

Têm mesmo que perceber

Que é preciso reformar

 

E a reforma é pr’a valer

Já não dá mais pr’a brincar

Pois a europa está a ver.

publicado por poetazarolho às 22:37 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 29.09.13

Desfigurados

 

O futuro tem futuros

E esses em nós residem

Mas seus termos são duros

Pelo que por nós decidem

 

Decidiram um regresso

Julgo eu que ao passado

Esventrando o progresso

Por muitos antes sonhado

 

Dizem, não há condições

O mercado é exigente

E assim as mãos lavando

 

Sem sufragar as decisões

Qu’estão matando a gente

Que nos estão desfigurando.

publicado por poetazarolho às 17:22 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 27.09.13

A ver estrelas

 

Se no mesmo saco estão

É por não ver resultado

Dessa suposta produção

De tanto senhor deputado

 

Vejo é muita corrupção

Que grassa por tod’o lado

À custa duma nação

Cujo povo é esforçado

 

E a quem fazem menção

Sempre que emigrado

Mas aqui suporta o fado

 

Sem a justa retribuição

Ainda se vê mais roubado

Mesmo após reformado.

publicado por poetazarolho às 22:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 26.09.13

Faça favor

 

As incorrecções factuais

Minaram a confiança

O povo não dança mais

Pr’á elite continua a dança

 

Porque gastámos demais

É hora de empobrecer

Hora de plantar quintais

Pr’a ter algo que comer

 

Em Bruxelas há lagosta

Pr’á óptima degustação

Mas não do pobre coitado

 

Aquilo é só pr’a quem gosta

São pagas por esta nação

Faça favor senhor deputado.

publicado por poetazarolho às 00:32 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 24.09.13

É só fumaça

 

Três dias de revolução

Neste nosso Portugal

Com os cravos na mão

Mas faltou o essencial

 

Veio a descolonização

Começou a correr mal

Logo a partidarização

Nos tratou do funeral

 

Em prol do povo se gritou

Muitas lutas muita voz

Mas este povo é sereno

 

Nada mais o povo herdou

Foi apenas um venha a nós

Mas que povo tão pequeno.

publicado por poetazarolho às 21:54 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 18.09.13

Engavetados

 

IVA da restauração

Está a ser avaliado

Não sei que decidirão

Sei qu’o povo tá lixado

 

É mais uma avaliação

Deste país troikado

Embora digam que não

Há muito foi afundado

 

Nas malhas da corrupção

Se enredou este estado

Às mãos de muito ladrão

 

Bem posto e engravatado

Que nos sirva de lição

Este triste resultado.

publicado por poetazarolho às 22:48 | link do post | comentar
Segunda-feira, 16.09.13

Queijo fresco

 

Há o sal e a pimenta

Queijo fresco também

A tertúlia já fermenta

O tintinho corre bem

 

Só falta o condicional

Para temperar esta vida

A antiga forma verbal

Parece que foi esquecida

 

Mas vamos apelar ao verbo

Para não se deixar morrer

Ou estaremos mais pobres

 

Vamos consultar o acervo

Por forma a não esquecer

Essas escritas mais nobres.

publicado por poetazarolho às 21:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 14.09.13

Tomada da pastilha

 

A tomada da pastilha

Está prestes a ocorrer

Será contra a matilha

Que nos anda a corroer

 

Com sabor a baunilha

Mascá-la será um prazer

Que se ponha a uma milha

Quem não conseguir correr

 

Prevejo grande loucura

Em todo este processo

Com os balões a rebentar

 

Pastilha tornar-se-á dura

Será arma de arremesso

Creio que não vai tardar.

publicado por poetazarolho às 21:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 11.09.13

Estado de empobrecimento

 

O estado da união

Monetária e financeira

Mostrado na televisão

Já esta quarta-feira

 

Apela à confiança

Que devemos inspirar

Ao mundo da alta finança

Pr’a no clube continuar

 

Devemos empobrecer

E mostrar muito juízo

A quem nos está a tutelar

 

Se não estás a perceber

Quando sentires o prejuízo

Já não será preciso explicar.

publicado por poetazarolho às 21:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 09.09.13

Saímos do fundo

 

Muito obrigado às gerações

De governantes excepcionais

Pelas suas demonstrações

De práticas governamentais

 

Por elas saímos do fundo

E ao fundo não voltaremos

Conquistaremos o mundo

Resgate não necessitaremos

 

Uma armada comercial

Irá invadir os mercados

Até ao oriente chegará

 

Seremos um outro Portugal

Ressalvando nos tratados

Que jamais se afundará.

publicado por poetazarolho às 23:08 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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