Sexta-feira, 28.06.13

Democracia final

 

No início da democracia

Ainda o povo ordenava

Político não se atrevia

E assim não roubava

 

Chegou a globalização

E a vergonha faltou

Chegou muito milhão

E toda a gente roubou

 

Foi o princípio do fim

Deste sistema imperfeito

Que a muitos seduziu

 

Mas sem glória enfim

Tudo deixou desfeito

E esta miséria produziu.

publicado por poetazarolho às 20:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 25.06.13

Aconselhar ministros

 

Foi  lá em Alcobaça

Que o governo reuniu

Afinal o que se passa

Acho que ninguém ouviu

 

Discutiram o passado

Dois anos pr´á assinalar

Para nós um mau bocado

Pr´ó governo é festejar

 

Pois já está delineado

Um modo de regressar

Com pujança ao mercado

 

Vão o prazo alongar

Se lhes fôr aconselhado

Por quem está a aconselhar.

publicado por poetazarolho às 21:37 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Sábado, 22.06.13

King size

 

Of your comfort zone

Should never get away

You might hit on a stone

Not come back same way

 

In a five star hotel

Have a comfortable stay

But the comfort you smell

There you should pay

 

If you believe not

Go and see it well

All the comfort ahead

 

I know you´ll rest a lot

And everybody you tell

I love the king size bed.

publicado por poetazarolho às 20:42 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.06.13

Devir

 

É por vontade da Troika

Que vivo nesta ansiedade

Estou quase paranóica

Com tamanha atrocidade

 

Antevejo luta estóica

Com perda d’identidade

Desta nação heróica

Óh triste realidade

 

Após séculos de conquista

E história de vidas mil

Nas galerias da morte

 

Já não há quem resista

A este devir tão vil

Entregue à sua sorte.

publicado por poetazarolho às 22:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 18.06.13

Maldito

 

Sem asas consigo voar

Viajo no pensamento

Também posso sonhar

Sem dormir um momento

 

Sonho um novo viver

Que estou sobrevoando

Vejo o mundo a nascer

Sobreviverá até quando

 

Ou será um nado morto

Às mãos de gananciosos

Onde sonhar é interdito

 

E voar é um desporto

Duma elite de ociosos

Donos do mundo maldito.

publicado por poetazarolho às 21:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 15.06.13

Cobaias

 

Que o poder sitiado

Do seu palácio não saia

Pois o povo desgovernado

Já só espera qu’ele caia

 

Mas apenas tem cantado

Ou emitido uma vaia

Povo assim pacificado

Só poderia ser cobaia

 

Da austeridade asfixiante

Que nos quiseram impor

Pr’a levar ao crescimento

 

Contra a mentira gigante

Cantemos com todo o fulgor

Um cantar mais violento.

publicado por poetazarolho às 23:26 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 13.06.13

Santinhos

 

S.Hollande nos valha

Diz que a crise acabou

Este santinho não falha

Tanto a gente o desejou

 

Eis agora o salvador

Quando tudo desvanecia

Afirmou-se esta voz maior

E resolveu tudo num dia

 

E eis que ouço outra voz

Esta é cá do nossa terra

Um desafio veio lançar

 

Diz que é pr’a todos nós

O desporto está na berra

Não esqueçam de praticar.

publicado por poetazarolho às 21:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 11.06.13

10 de Junho agrícola

 

Portugal república de bem

Tem uma missão estóica

Já prepara como convém

Aquele que é o pós-troika

 

Apostar na agricultura

Deste seu vasto território

É mensagem que perdura

Associado a fim meritório

 

Teremos a fundo perdido

Subsídio pr’ó fogo preso

Será grande o alarido

 

Na tomada de decisão

Mas se acaba tudo teso

O pós-troika é a extinção.

publicado por poetazarolho às 23:42 | link do post | comentar
Domingo, 09.06.13

The woman in red

 

O símbolo do protesto

É a mulher de vermelho

O polícia com seu gesto

É do poder o espelho

 

Sentiu a séria ameaça

Da mocinha aperaltada

E antes qu’ela o desfaça

Vai daí não faz mais nada

 

Utiliza todo o poder

Como o poder lhe ordena

Em nome da democracia

 

Que para se proteger

Ao povo inflige a pena

Como a lei sentencia.

publicado por poetazarolho às 22:58 | link do post | comentar
Sexta-feira, 07.06.13

Avenidas novas

 

Novas ruas de Lisboa

Baptizadas a preceito

Não são escolhidos à toa

Os nome pr’a este efeito

 

Nenhum deles destoa

Seguem o único preceito

São quem fez coisa boa

Pois pr’a isso foi eleito

 

As avenidas do futuro

Para sempre vão perdurar

E até vos dou um conselho

 

Não queiram o Largo Seguro

Antes a Rua Vítor Gaspar

E a Praça Passos Coelho.

publicado por poetazarolho às 20:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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