Sábado, 15.09.12

Salvar Portugal

 

Existem muitas recitas

Não passam de intenções

Algumas foram eleitas

Para salvar as nações

 

Mas estando a afundar

Já não geramos riqueza

Com esta forma de pensar

Já penso que é esperteza

 

De quem anda a receitar

Mas não pretende a cura

Só prolongar a doença

 

Enquanto o doente respirar

Impõe-lhe uma vida dura

Assim a receita compensa.

publicado por poetazarolho às 17:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 13.09.12

Gás mostarda

 

Portugal no bom caminho

Deste profundo abismo

Diz o alemão com carinho

P’ra disfarçar o nazismo

 

E toda a Europa refém

Dum IV Reich demente

Tratam todos com desdém

Mas não gazeiam a gente

 

Só que a malta gaseada

Com as medidas impostas

Anda com a cabeça marada

 

Não sei se do gás mostarda

Ou se é do gás das bostas

Que governam a manada.

publicado por poetazarolho às 23:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 12.09.12

Dedo espetado

 

Um ou dois dedos no ar

Isso que diferença faz

O azar veio p’ra ficar

Manifestação vem atrás

 

Logo a polícia de choque

Os guardiões do regime

Ao serviço do escroque

Que a vida nos comprime

 

Juntaram-se uns milhões

Levaram muita paulada

Foi um dia bem passado

 

Ainda entoaram refrões

E a malta segue animada

Com o dedo espetado.

publicado por poetazarolho às 21:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 11.09.12

Sacrifício supremo

 

A política é uma arte

Vendem a morte em vida

Pagarás só uma parte

Sobretaxa está decidida

 

É em suaves prestações

De apenas sete pontos

P’ra evitar revoluções

E não aceitamos descontos

 

Que o momento é de carpir

A morte assim vendida

Pela falta de sustento

 

Sacrifício supremo a seguir

Já que a morte está decidida

Será mesmo a cem porcento.

publicado por poetazarolho às 21:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 09.09.12

Amigos

 

Amigos os sacrifícios

Ainda não terminaram

Amigos dos sete ofícios

Por onde é que andaram

 

Amigos de Portugal

Eu sou apenas um amigo

Não faço isto por mal

Só me preocupo contigo

 

Amigos esta lição

Que a aprendam também

Antes de irem à despensa

 

Amigos do coração

Isto é p’ro vosso bem

A austeridade compensa.

publicado por poetazarolho às 21:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Complemento da austeridade

 

Arroto a austeridade

Porque estou satisfeito

Venha agora a liberdade

Senão acabo desfeito

 

A ditadura do imposto

Para uns é fenomenal

A mim põe-me indisposto

Das tripas já passo mal

 

O medicamento ia comprar

Mas perdi o rendimento

Por causa dessa desdita

 

Não mais parei de obrar

Tornou-se num complemento

A minha tripa anda aflita.

publicado por poetazarolho às 13:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 07.09.12

Jogadas

 

Portugal hoje vai jogar

No campo da austeridade

Assim é quem quer ganhar

Acima da sua possibilidade

 

Muitos golos quer marcar

Com um jogador milionário

Mas acaba por defraudar

Todo e qualquer erário

 

E o público a aplaudir

Nem sabe da penalização

Por cada golo falhado

 

Mas vai ter que contribuir

Com a saúde e a habitação

E grita, o árbitro foi comprado.

publicado por poetazarolho às 17:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 06.09.12

Depenados

 

Do massacre silencioso

Não se fala, parece mal

Voz do povo era pernicioso

Se acaso chegasse ao jornal

 

Podem até chamar-lhe festa

Que com a fome latente

Povo nem sequer protesta

Todos à festa minha gente

 

Sem saúde e sem dinheiro

Tenham por vós mil cuidados

Encham a barriga primeiro

 

Não se sintam massacrados

Cheguem nutridos a Janeiro

Para serem depenados.

publicado por poetazarolho às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 05.09.12

O massacre

 

Não esqueças o cartão

O crédito é fundamental

P’ra cumprires a missão

Do foro governamental

 

E o carro com motorista

Que te leva a todo o lado

A um jantar intimista

De negócios povoado

 

Por mais que se insista

O povo fica arredado

Deste banquete final

 

Dou-te apenas uma pista

Com o povo massacrado

Isto pode acabar mal.

publicado por poetazarolho às 20:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 03.09.12

Troika com carinho

 

Portugal assim entendeu

Não havia outro caminho

E portanto empobreceu

Disse a troika com carinho

 

Se algum dia enriqueceu

De uma ilusão não passou

Quem gasta o que não é seu

Fez a cama onde se deitou

 

Não foi falta de dinheiro

Que entrou aos milhões

E nada ficou como dantes

 

Perguntem aos governantes

E do templo os vendilhões

Que desses não me abeiro.

publicado por poetazarolho às 19:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)

mais sobre mim

posts recentes

últ. comentários

Posts mais comentados

arquivos

Setembro 2012

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
14
17
19
25
27
29

subscrever feeds

blogs SAPO