Depenados

 

Do massacre silencioso

Não se fala, parece mal

Voz do povo era pernicioso

Se acaso chegasse ao jornal

 

Podem até chamar-lhe festa

Que com a fome latente

Povo nem sequer protesta

Todos à festa minha gente

 

Sem saúde e sem dinheiro

Tenham por vós mil cuidados

Encham a barriga primeiro

 

Não se sintam massacrados

Cheguem nutridos a Janeiro

Para serem depenados.

publicado por poetazarolho às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (3)