Boca doce

 

Mais austeridade, não

Mais austeridade, sim

Carece uma definição

Este alternado frenesim

 

Os que estão n’oposição

Não alcançam o pudim

Os que estão na governação

Não querem que tenha fim

 

Vamos vendo a alternância

E os gulosos que alternam

Vivem como se nada fosse

 

Com tiques de abundância

Muito bem se governam

E comem o boca doce.

publicado por poetazarolho às 22:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)