Sábado, 18.02.12

Caravelas de esperança


D. Fernando II e Glória
De um povo marinheiro
Escreveu linhas d’história
Por esse mundo inteiro

E mais linhas escreverá
Não nesta mas noutras eras
Que esta é demasiado má
Tempo de fúrias e feras

Tempo este sem lucidez
Ao novo tempo faz apelo
Nas caravelas de esperança

De novo este povo português
Se lançará ao mar tão belo
Contra tempestade ou bonança.

publicado por poetazarolho às 11:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 17.02.12

Cigarras de Portugal


De errado em Portugal
Só vejo os portugueses
Que sabem gerir-se mal
E a culpa é dos chineses

Chegaram os milhões
D’Europa muito amiga
Não entro em discussões
Mas foi encher a barriga

Recebemos agora a factura
Não se investiu na produção
Fomos cigarra, bela cantiga

Folia é boa enquanto dura
E agora que mudam a canção
Vejo cigarras e nenhuma formiga.

publicado por poetazarolho às 12:50 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 16.02.12

Bulimia


A Grécia não é a Grécia
Portugal não é Portugal
Depois de tanta peripécia
Todos somos um carnaval

Os políticos são os reis
Gozam o imenso festival
E vós povo o que sereis
Neste grande desfile fatal

Somos pais da democracia
E reis da ingovernabilidade
Contribuímos para o repasto

Desta gula que é bulimia
Onde comem até à saciedade
Para vomitar de imediato.
publicado por poetazarolho às 14:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 15.02.12

Cidadão não


Está caduco estado social
Caducou no mês passado
Passaram licença especial
Até à renovação do estado

Mas parece impossível
Um estado de renovação
Vejo um estado sofrível
Não sinto qualquer aptidão

Para uma política social
Já não conta o cidadão
Só já conta o contribuinte

Este cidadão está a passar mal
Proponho a sua revogação
Que venha o cidadão seguinte.
publicado por poetazarolho às 12:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 14.02.12

Nascer ao sol


Nascer em Portugal
Antes valia não fosse
Uns com febre andam mal
E outros cheios de tosse

Com catarro e rouquidão
Muitos também há por aí
Outros mal do coração
E com caspa também vi

Há as taxas moderadoras
Do sistema hospitalar
Para moderar as entradas

Não vi taxas franqueadoras
Para o acesso franquear
Mas vi sol nas esplanadas.
publicado por poetazarolho às 11:44 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 13.02.12

Nação valente


Um dia a troika disse mata
Governo acrescentou esfola
Depois da alta negociata
Acabámos a pedir esmola

Língua de palmo p’ra pagar
O resultado da gestão danosa
Com que quiseram brindar
Nação forte, alma vigorosa

Não se vai deixar assustar
Mesmo depois de esfolada
Continuará a caminhar

Como exemplo apontada
Muitos nos virão estudar
Pela valentia demonstrada.
publicado por poetazarolho às 15:13 | link do post | comentar
Domingo, 12.02.12

Guerra económica


Não é necessário destruir
O mundo, apenas metade
Pois é preciso reconstruir
Nova e distinta realidade

Destruição está em marcha
Económica guerra mundial
Não pára, ou vai ou racha
Que nova realidade afinal?

Retrocesso atroz é imposto
P’los famigerados mercados
E enquanto o planeta rodar

Não há inteligência ou rosto
Que encaminhe os deserdados
Só o lucro nos pode comandar.
publicado por poetazarolho às 13:08 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 11.02.12

Cálice de ouro


Quando tiverem dentes
E puserem ovos de lata
Então estaremos contentes
A galinha já não se mata

Então será muito a sério
Riqueza ter-se-á acabado
Mesmo a do quinto império
Tanto mundo desolado

Não mais cálices de ouro
Cruzarão lábios sedentos
Não mais lugar a lamentos

Haverá um novo tesouro
No mundo em construção
Após a sua destruição.
publicado por poetazarolho às 13:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 10.02.12

A sentença


Eu não entrego os louros
Os louros são-nos roubados
Pelos ladrões de tesouros
De governantes disfarçados

Entregam o oiro ao bandido
A seguir vão-se endividar
P’ra nós piegas, o gemido
Somos carne para exportar

País não precisa de auxílio
Precisa vergonha e bom senso
Enviar alguns para o exílio

Da nossa maior indiferença
Encetar um processo intenso
Haja quem leia a sentença.
publicado por poetazarolho às 16:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 09.02.12

Passado do futuro


Futuro ao virar da esquina
Deste portugal de bananas
Democracia é pequenina
E mal gerida por sacanas

Democracia é a substituição
D’alguns corruptos apenas
Por incompetentes em aluvião
Que se pavoneiam às centenas

Acreditem não sou eu que digo
D.Carlos, Bernard Shaw e Eça
Relataram este filme no passado

E não parece filme tão antigo
Até me parece actual esta peça
Onde figurante povo é sacrificado.
publicado por poetazarolho às 13:37 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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