Quinta-feira, 17.11.11

Crise dourada


Afinal é inadequado
Fim da crise apregoar
Vão apregoar no mercado
“Vivinha da costa a saltar”

Essa crise é pr’a esquecer
Assim como o colesterol
Agora temos que padecer
Pr’a depois gozar o sol

Mas já por aí apregoam
Fim da Europa é a implosão
Mas com tanto apregoar

Temo que as vozes lhes doam
Devemos é criar novo pregão
“Crise dourada, venham comprar”.
publicado por poetazarolho às 14:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 16.11.11

O lápis será azul ?


O estudo foi realizado
E tudo a bem da nação
Foi agora confirmado
Será filtrada a informação

E assim os consumidores
Serão muito beneficiados
Pois poupados a dissabores
Não mais andarão chateados

Será feliz assim este povo
Detalhes não precisa saber
Deixará isso à governação

Dedicar-se-á à produção
A elite dedica-se a aprender
Tudo isto a bem da nação.
publicado por poetazarolho às 13:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 15.11.11

Roubalheira


Continua a decorrer
O julgamento à maneira
Robalos havia pr’oferecer
A retribuição foi alheira

Os presentes gastronómicos
Não justificam o aparato
Evitavam gastos astronómicos
Ao fazer julgamento no prato

Assim vai esta pobre nação
Tem riqueza pr’a oferecer
A quem ocupa a cadeira

E para entreter este povão
Estórias d’escárnio e maldizer
Onde incluem a roubalheira.
publicado por poetazarolho às 14:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 14.11.11

Alvarinho


Álvaro, o visionário
Antevê o fim da crise
Terminará o calvário
Se não houver deslize

Dois mil e doze é penar
Para expiar o passado
A seguir vai começar
Nosso futuro dourado

Entretanto para esquecer
As dificuldades deste ano
Vamos beber um tintinho

Depois é sempre a crescer
Isto se não houver engano
Ou bebe-se um alvarinho.
publicado por poetazarolho às 14:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 13.11.11

Dia da erradicação da pobreza


Dia da erradicação da pobreza
IVA a vinte e três por cento
Neste orçamento de magreza
Nem força teremos p´ro lamento

O vinho paga menos que leite
Legumes e fruta sobem logo dez
Subida meteórica tem o azeite
Não vale refilar levas c’os pés

O remédio terás que encontrá-lo
Fazendo das tripas teu coração
Bebe todos os tragos p’lo gargalo

Talvez acordes rico pois então
Após caíres bêbado com’um cacho
Farás assim parte da erradicação.
publicado por poetazarolho às 14:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 12.11.11

Estatisticamente


Está posta em equação
São imensas as variáveis
Pr’ás coisas a evolução
Dá respostas infindáveis

E se a isto adicionarmos
Uma pitada de incerteza
Melhor é nem pensarmos
Mas não antevejo beleza

E já esquecia a estatística
Que aqui nos pode ajudar
Vendo a  amostra dos dados

Aplicando leis da balística
Muitos não se irão safar
Pois ficarão esburacados.
publicado por poetazarolho às 14:14 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Salvem os ricos


Salvem os ricos
E os pobres também
Remediados e góticos
Drag queen e a mãe

Salvem homo e hetero
Terceiro género também
E poupem o adúltero
Mais não interessa quem

Moedinhas e sem abrigo
Também são cá da vila
Proxeneta é bem antigo

Prostituta não tem data
Não excomunguem à má fila
Em Itália já foi candidata.
publicado por poetazarolho às 12:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 11.11.11


Há nos confins da Ibéria
Um povo desgovernado
A situação é muito séria
E por tudo culpa o estado

E o estado culpa o povo
Pela fraca produtividade
Às vezes até me comovo
Com a falta de sanidade

Pl’o meio há espertalhões
Não são carne nem peixe
Vão vivendo em beleza

Promovem umas agitações
E enquanto a gente deixe
Vão sugando toda a riqueza.
publicado por poetazarolho às 16:56 | link do post | comentar
Quinta-feira, 10.11.11

Puzzle europeu


A nova Europa no papel
Não é a que eu conheci
Planeada pl’a Sra.Merkel
Com o ámen do Sr.Sarkozy

Os gregos foram apeados
Italianos estão bem lixados
Os tugas andam marados
E os espanhóis bem calados

Europa está sem futuro
Sem o propósito solidário
Sem crescimento da economia

Teremos um fim prematuro
E o velho modelo autoritário
Em breve retomará a primazia.
publicado por poetazarolho às 13:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 08.11.11

Ilusão


Metade da verdade é mentira
Metade da mentira é verdade
Posto isto já sabes, desconfia
Se existe só uma possibilidade

Procura antes a meio caminho
Mistura tudo em partes iguais
Coloca depois num frasquinho
Que não abrirás nunca mais

Assim não mais irás ouvir
Essas verdades enganadoras
Nem essas mentiras sedutoras

Ambas fabricadas pr’a te atrair
A um mundo perfeito de ilusão
Onde te oferecem a escravidão.
publicado por poetazarolho às 16:59 | link do post | comentar

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