Quarta-feira, 30.11.11

Mundo sem alma


Tudo pode ser invertido
Neste mundo virtual
E até já foi assumido
Será esse o mundo real

Que o real é consumido
A uma velocidade tal
Em breve o destino fatal
Deixará este desprevenido

Futuro mundo será binário
Constituído por memórias
Que não serão d’encantar

E quem disser o contrário
Anda a ler outras estórias
Nesta a alma não terá lugar.
publicado por poetazarolho às 17:46 | link do post | comentar
Terça-feira, 29.11.11

E agora ?


O Seguro demonstrou
E o Coelho não aceitou
Pobre povo amochou
Estado social tudo levou

Muito afilhado se safou
Agora a nau afundou
Para o peditório eu dou
O monstro já m’enrolou

Tudo o que havia gastou
À troika nos amarrou
Democracia já secou

A ditadura regressou
Economia assim ditou
E agora pr’a onde vou?
publicado por poetazarolho às 15:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 28.11.11

Licor Europa


Vem aí uma outra Europa
Que será mais pequenina
Mas Portugal não se poupa
E é já grande a adrenalina

Por ao clube poder pertencer
E para que nada possa falhar
Na  hora disso acontecer
Há uma comissão a trabalhar

Que um estudo vai produzir
Não interessa a conclusão
Pois soubemos de antemão

Angela e Nicolas estão a sorrir
Com a garrafa de licor na mão
O que nos facilitará a adesão.
publicado por poetazarolho às 16:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 27.11.11

Outro Natal


O Natal este ano vai ser
Vivido em austeridade
Se não temos pr’a oferecer
Ofereçamos a amizade

Será um Natal doravante
Que não deve causar mal
Pode até ser gratificante
Deixa de existir Pai Natal

Passa a haver um menino
Deitado numa manjedoura
Nascido na gruta em Belém

José, Maria e o pequenino
Serão a imagem duradoura
Desta austeridade também.

publicado por poetazarolho às 13:11 | link do post | comentar
Sexta-feira, 25.11.11

E agora Portugal?


E depois da Greve Geral
Que vais fazer Portugal?...
Foi publicado em edital
A sua execução fiscal

À beira mar plantado
Com um sol de encantar
Campos de golfe e montado
Estádios novos, a estrear

Pl’a maior oferta apresentada
Acima de cem mil milhões
E oferecemos por atacado

Equipa de gestão integrada
Uma estátua do Camões
E um povo desenrascado.
publicado por poetazarolho às 16:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 23.11.11

Hipotecados


Fama que vem de longe
Chegou-nos do Canadá
Prega bem, não é monge
Eu digo e assim se fará

Está igual tod’a Europa
Quem os manda globalizar
A China de vento em popa
Que bem soube aproveitar

São comunistas capitalistas
Bem souberam capitalizar
A ganância e curtas vistas

De quem tudo queria ganhar
A Europa terra de saudosistas
Soube o nosso futuro hipotecar.
publicado por poetazarolho às 15:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 22.11.11

Explicação


O nosso ministro Gaspar
Vem ao parlamento explicar
Com calma e detalhadamente
Como andam a lixar a gente

Isto não é para continuar?
Mas deixem-nos duvidar
Da vossa capacidade latente
Porque o erro é recorrente

São mestres na arte de gastar
E de ao povo vir cobrar
Com uma explicação premente

Mas nunca os vi poupar
Nem de vida tentar mudar
Só mudam a vida da gente.
publicado por poetazarolho às 15:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 21.11.11

Reflectidos


O espelho apenas reflecte
Não erra porque não pensa
Assim não se compromete
Nem espera recompensa

Há espelhos inteligentes
Querem ser recompensados
Por serem espelhos diferentes
Reflectem só os iluminados

Eram os espelhos reais
Que reflectiam Sua Alteza
Nos tempos da monarquia

Agora há espelhos demais
E pr’a justificar a despesa
Reflectem toda a hierarquia.
publicado por poetazarolho às 14:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 19.11.11

Tachistas


Volta a acesa discussão
Dos políticos da nação
São as papas pr’a bebés
Mas será que tu não vês

Que nos governam c’os pés
Por mais votos que lhes dês
Não sobe a consideração
Somos a carne pr’a canhão

Torna-te num emigrado
Com o patrocínio oficial
Sabes o que é qu’eu acho

Que o secretário de estado
Não deve ser levado a mal
Por querer manter o tacho.
publicado por poetazarolho às 11:18 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 18.11.11

Formatação III


A formatação derradeira
A que brota da vivência
Surgirá uma vez primeira
Como te dita a consciência

Não precisas de interrogar
Deixa espaço ao coração
Depois da consciência ditar
Não cales, passa à acção

Com uma pitada de sal
E os raios de sol a brotar
Nestas acções conscientes

Nunca penses apelar ao mal
Para o vírus latente eliminar
E terás o lugar dos diferentes.

“Poeta ?....... Interroguei-me sempre, Mas no momento certo Não fiz um gesto Não disse uma palavra, Tomei o lugar dos indiferentes... Fui igual a eles!” M.L.
publicado por poetazarolho às 12:02 | link do post | comentar

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