Domingo, 21.08.11

Euro-bombas


Não lançamos eurobonds
Diz Sra.Merkel de trombas
E vê-de se vos compondes
Ou lançamos euro-bombas

O Sr.Van Rompuy insiste
Eurobonds não emitiremos
E vê-de se a calma persiste
Ou euro-bombas lançaremos

E todos nós já percebemos
Temos que baixar a bolinha
Ou bomba começa a chover

Não fazemos como queremos
Eles controlam nossa vidinha
Até que deixemos de dever.
publicado por poetazarolho às 11:49 | link do post | comentar
Sábado, 20.08.11

Tudo num segundo


Manuais escolares caros
E não duram um segundo
No meu tempo eram raros
Mostravam todo um mundo

Também não havia fartura
Nem os gadgets de marca
Nada um segundo perdura
Hoje, e a fartura nos abarca

Mac donalds e coca cola
Emborca lá outra vez
E calça esses ténis baris

Antes ias descalço prá escola
Chegavas com bolhas nos pés
E o ranho a pingar do nariz.
publicado por poetazarolho às 17:13 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 19.08.11

Bola de berlim


Este mundo não é meu
Eu também não o queria
Mas se alguém o comeu
Ficou com grande azia

Era lindo e amarelinho
Aberto bem a preceito
Estava bem recheadinho
Com um creme perfeito

No final lambe os dedos
Arrota de agradecimento
Para terminares o festim

Bate a sorna sem medos
Acordas em sofrimento
Indigesta a bola de berlim.
publicado por poetazarolho às 13:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 18.08.11

A festa do culpado


Por sermos humanos erramos
Culpa morre sempre solteira
Aos outros não desculpamos
Quando fazem alguma asneira

Solteira morreu a avó da culpa
Não se conhece descendência
Se tiveres uma boa desculpa
Terás a nossa condescendência

Por tudo isto já não há culpados
Podemos errar e fartar vilanagem
Com os erros tentamos aprender

Morta a culpa estamos desculpados
Se errando é fraca a aprendizagem
Não teremos que nos arrepender.
publicado por poetazarolho às 15:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 17.08.11

Ele e a sua sombra


Andam loucos por cobrar
Nestes dias de incerteza
Até quando irá durar ?
A malta está quase tesa

Era pró Natal é pra mim
Transportes venha a nós
Na electricidade é assim
Não tomamos banho sós

Este pântano é bem maior
Do que os antes falados
Do inferno se fará céu ?

Não creio, está bem pior
Ficaremos todos atolados
Então e o louco sou eu ?
publicado por poetazarolho às 15:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 16.08.11

Resposta ao Arnaut


A aritmética e a ética
Não são conciliáveis
Nem na obra poética
Poetas são descartáveis

A universalidade também
Gratuitidade não tem razão
A tendência como convém
Molda-se pela nossa não

Vamos lá então moldar
Esta sociedade moderna
Quem quiser que adoeça

Não se escapa é a pagar
Vai ter o ministro à perna
E é bom que não se esqueça.
publicado por poetazarolho às 14:08 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 15.08.11

Sócrates evolution®


Olhos do mundo em Portugal
No Pontal mais propriamente
A ver se não nos portamos mal
Eu digo que não seguramente

Estamos a construir a história
Na política já não há crispação
É o nosso caminho pr’á glória
O verdadeiro destino da nação

Sacrifícios suaves não existem
Resultados rápidos também não
Venha a contribuição colossal

Que eu sei vocês não desistem
Do subsídio de Natal abrem mão
Na energia sobe a factura mensal.
publicado por poetazarolho às 13:58 | link do post | comentar
Domingo, 14.08.11

Manguitos


Há cento e vinte cinco anos
A fazer manguitos ao poder
Mas nós vivemos d’enganos
Poderosos não querem saber

Zé Povinho tens que evoluir
Já vês o manguito não chega
Uma nova tens que descobrir
Senão o poder só te carrega

Eles a esbanjar e tu a pagar
Ó Zé Povinho assim não dá
Dá-lhes antes um boa refrega

Com tomates para começar
Ovos podres também temos cá
À sobremesa uma boa esfrega.
publicado por poetazarolho às 13:22 | link do post | comentar
Sábado, 13.08.11

Sem alma


Podes perder a tua calma
No meio de uma confusão
Mas nunca percas a alma
Nem da alma abras mão

É que uma alma vendida
Nem que fora por um milhão
É como uma alma perdida
No meio de uma multidão

Pior que uma alma errante
Vagueando, ó triste destino
É uma alma de alma despida

Usando um traje cintilante
Debruado com ouro fino
Por haver sido corrompida.
publicado por poetazarolho às 15:27 | link do post | comentar
Sexta-feira, 12.08.11

Instante


Que procuras tu aí
Nesse canto escondido?
Não vês que está aqui
O teu futuro perdido!

Se perdeste o teu futuro
O que esperas alcançar?
Um presente muito duro
Construído a trabalhar!

O futuro ainda é presente
Não tenhas outra ilusão
O presente já foi passado

Se o tempo estiver ausente
Todos os três coexistirão.
Já encontraste o teu fado?
publicado por poetazarolho às 16:07 | link do post | comentar

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