Maldição

 

Em tempos d’incerteza

Certezas são a poeira

A humanidade foi presa

Na sua própria ratoeira

 

É pequeno o coração

E a alma foi conspurcada

Já não vai lá com sabão

Sujidade está agarrada

 

Só o dinheiro é certeza

Que faz juz à condição

Da humanidade vergada

 

Ao seu estado de pobreza

E triste na sua maldição

Vê-se rica e já sem nada.

publicado por poetazarolho às 00:13 | link do post