Cobaias

 

Que o poder sitiado

Do seu palácio não saia

Pois o povo desgovernado

Já só espera qu’ele caia

 

Mas apenas tem cantado

Ou emitido uma vaia

Povo assim pacificado

Só poderia ser cobaia

 

Da austeridade asfixiante

Que nos quiseram impor

Pr’a levar ao crescimento

 

Contra a mentira gigante

Cantemos com todo o fulgor

Um cantar mais violento.

publicado por poetazarolho às 23:26 | link do post