Quinta-feira, 08.11.18

Novo surrealismo

Novo surrealismo.jpg

Nesta vida imediata

Vive-se de imediatismo

Aguardo a vida transacta

Polvilhada de surrealismo

 

Não preciso  marcar data

Nem quero determinismo

Que não se registe em acta

Este meu inconformismo

 

Nesta surreal vivência

Sou etapa inconsistente

Doutro ser em formação

 

Essa via p’rá transcendência

Donde brotará consciente

Um mundo em alucinação.

publicado por poetazarolho às 14:44 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 30.10.18

Nada mais interessa

Nada mais importa.jpg

Ouvir, ver e pensar

Sentir é fundamental

E da arte de duvidar

Nascerá algo fulcral

 

Sentir e reformular

Sonoridade ancestral

E só depois almejar

O patamar celestial

 

Assim te guie a pulsão

Até ao sublime interior

Do sentimento profundo

 

O qual não tem tradução

Nem tão pouco descritor

No que existe neste mundo.

publicado por poetazarolho às 14:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 23.10.18

Mentes iluminadas

Mentes iluminadas.jpg

As cabeças andam ôcas

As mentes empanturradas

As orelhas estão moucas

Há discursos às carradas

 

Sobejam só umas poucas

Que são muito iluminadas

Pois as outras estão loucas

Prontas a serem enganadas

 

Neste tempo de eleições

Está pronto o orçamento

Para convencer o indeciso

 

Vai o povo aos trambolhões

E no seu convencimento

Pensa que ganhou juízo.

publicado por poetazarolho às 23:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 11.10.18

Encandeados

Encandeados.jpg

“Do brilho que vem de espelhos”

Devemos sempre desconfiar

Pois alguns podem estar velhos

Ou existir p’ra nos enganar

 

De outros saltam coelhos

Engalanados e a discursar

Outros reproduzem conselhos

Que bem podemos dispensar

 

Mas o brilho a alguns ofusca

Bem como o seu tilintar

Que os ilude na passada

 

Pois quem o brilho busca

Por norma deixa-se encandear

E depois não vê a estrada.

publicado por poetazarolho às 21:43 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Boa onda

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“Também são vida, Poeta!”

Também é vida a poesia

Triste de quem não detecta

Essa ou outra qualquer via

 

Que para a vida acarreta

Um estado de sintonia

Com tudo o que emana

Boa onda dia a dia

 

Seja a onda herteziana

Seja a onda gravitacional

Qualquer onda com fulgor

 

Não há onda leviana

Não há onda intencional

Sim à onda do amor.

publicado por poetazarolho às 13:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Em Marte

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“Que irá impor-lhe essa vida...”

Muito além da Taprobana

Ainda não está esclarecida

Limitação p’rá vida humana

 

Nem tão pouco definida

Se a origem é marciana

Por isso a nova corrida

Que Marte não nos engana

 

Chegados ao planeta carmim

E virando logo à direita

Por certo veremos a luz

 

E se acaso não fôr assim

Há um marciano à espreita

Que à verdade nos conduz.

publicado por poetazarolho às 11:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 10.10.18

Faraónico

Faraónico.jpg

“E ir desta pra melhor”

Só se fôr como um faraó

Navegando em barca maior

Carregada de ouro em pó

 

Preparado para o pior

E de mim não tenham dó

Parto com tod’o explendor

Na viagem não vou só

 

Levo a minha criadagem

E as concubinas também

Garanto que é a passagem

 

Para o reino mais além

Prestem aqui a homenagem

Que lá vou ter umas cem.

publicado por poetazarolho às 23:04 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 09.10.18

Les moutons

Les moutons.jpg

“Prontinho para a caçada”

Que o voto não pode fugir

Convém tê-los em manada

Assim rugem num só rugir

 

Mé… mé… faz a carneirada

No momento de se assumir

E com uma só chapelada

Incute-se-lhes o decidir

 

Se é de todos a decisão

Nossa a responsabilização

Por não estarmos a exigir

 

Que os destinos da nação

Fujam aos da alienação

Carneiros façam-se ouvir.

publicado por poetazarolho às 23:04 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Doutor urso

Doutor urso.jpg

“Hibernar, como o tal urso...”

Na sua manta enroladinho

Na cerveja fez percurso

Mas pode mudar p´ró vinho

 

Como solução de recurso

Lá marcha um abafadinho

E p’ra terminar o “curso”

Avança com um uísquezinho

 

Já doutorado a seu jeito

Na arte de bem degustar

Os álcoois da nossa praça

 

Faz-se vestir a preceito

Para ninguém suspeitar

Deste passado sem graça.

publicado por poetazarolho às 21:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Paraíso da cevada

Paraíso da cevada.jpg

“Um copito de cerveja...”

Fresca, muito fresquinha

É tudo o que se deseja

P’ra refrescar alma minha

 

Alma minha por quem seja

Desta forma, geladinha

Por certo logo deseja

A segunda cervejinha

 

Uma após a outra, enfim…

Lá te mostram o percurso

P’ró paraíso da cevada

 

É uma estrada sem fim

Onde bebes como um urso

E não vês o fim à estrada.

publicado por poetazarolho às 19:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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