Domingo, 24.06.18

As feras

As feras.jpg

Este mar de indiferença

Vem de vermelho garrido

Revela toda a indiferença

E nele vê reflectido

 

Uma imperial presença

Com o dizer bem vestido

Não quero saber da essência

Ou do que possa ter ocorrido

 

Gaiolas dizem presente

Ao presente destas eras

As quais estamos a viver

 

Mas antes não foi diferente

Os leões são sempre as feras

Que virão p’ra te comer.

publicado por poetazarolho às 00:30 | link do post | comentar
Sábado, 23.06.18

Linha da vida

Linha da vida.jpg

Eu estou em todo o lado

E tod’o lado está em mim

Não me sinto obrigado

Desde que me sinta assim

 

Vou estando acordado

A isso obriga o frenesim

O quadro vai sendo pintado

Em tons de turquesa e carmim

 

Na tela onde finalmente

Vai ficando representado

Este constante vai vem

 

Não importa quanta gente

Nem sé gente ou se é gado

Desde que se trate com desdém.

publicado por poetazarolho às 05:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 20.06.18

Descontinuado

Descontinuado.jpg

Eu estou descontinuado

Sou único e irrepetível

Devia ter-me clonado

Ser a milhões acessível

 

Agora que fui descuidado

Sou finito e indivisível

O mistério está fechado

Sem uma chave possível

 

Mas virá na nova era

A inteligência artificial

Em que o algoritmo é rei

 

Aí a clonagem impera

Cada milhão será igual

Descontinuado não estarei.

publicado por poetazarolho às 23:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 13.06.18

Ser infinito

Ser infinito.jpg

Eu parto da estaca zero

É meu ponto de partida

Mas isto é porque quero

Chegar ao fim da subida

 

Consegui-lo eu espero

E depois entrego a vida

Mas p'ra vos ser sincero

Não realizarei despedida

 

Partilho as continuidades

Deste meu ser infinito

Com frutos assinaláveis

 

Não usem como verdades

Aquilo que tenho dito

Pois são ditos refutáveis.

publicado por poetazarolho às 23:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 11.06.18

Acharei

Acharei.jpg

Um dia vão dar razão

A uma razão qualquer

Por se levar à exaustão

Tudo achar e nada saber

 

Eu achei este sermão

Aqui ao lado do meu ser

Mas foi na televisão

Que o pude entender

 

Havia dez especialistas

Que muita coisa achavam

Sem cair em contradição

 

Assim fiz as minhas listas

Onde já se contemplavam

Vastos leques de opinião.

publicado por poetazarolho às 23:54 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 27.04.18

Lapsos de dignidade

Lapsos de dignidade.jpg

Por termos enfim perdido

Contacto com o essencial

Parece haver-se vivido

De mão dada com o mal

 

Sem réstea de prurido

Pelo ser fundamental

Julgo até ter entendido

Grande amor ao vil metal

 

São lapsos de dignidade

De difícil colmatação

Ou até mesmo absoluta

 

Que se lixe a humanidade

Venha a nós a corrupção

Nunca vi malta tão bruta.

publicado por poetazarolho às 23:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Lapsos de realidade

Lapsos de realidade.jpg

Constroi-se a felicidade

Nesse mundo imprevisto

Supõe-se haver liberdade

Onde eu ainda subsisto

 

São laivos da realidade

Fora de qualquer registo

Acabando na verdade

Onde por fim não existo

 

Permanence a sensação

Do dever nunca cumprido

E de dúvida existencial

 

Assim se esgota a razão

Por termos enfim perdido

Contacto com o essencial.

publicado por poetazarolho às 06:59 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 25.04.18

Fake news

Fake news.jpg

As notícias falsificadas

Fake news actualmente

Cascas de banana colocadas

Onde escorregas diariamente

 

Não terão sido inventadas

Agora no tempo presente

São estratégias desgastadas

Que renascem na corrente

 

Saldam contas do passado

Vendem ilusão permanente

E onde não existe um muro

 

Novo muro é projectado

Por tanto espírito demente

Que nos corrói o futuro.

publicado por poetazarolho às 00:31 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 19.04.18

Tudo muda

Tudo muda.jpg

Política está a mudar

Agora no parlamento

Com acordos a chegar

Não há lugar ao lamento

 

E o povo deve pagar

De todos o seu sustento

Pois precisa não descurar

A beleza deste momento

 

Tudo muda minha gente

P’ra que tudo fique igual

Sábias as ideias ancestrais

 

Mas tudo fica diferente

É uma diferença banal

Para enganar os demais.

publicado por poetazarolho às 16:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 13.04.18

O meu universo

O meu universo.jpg

A loucura controlada

Fez expandir o universo

Acabei numa esplanada

Em busca do meu inverso

 

Um copo de bebida gelada

Fazia parte do processo

Minha alma ficou pasmada

Com o estrondo do sucesso

 

Ouviu-se sonido estridente

Resultado dessa explosão

Deu-se o big bang pessoal

 

Expandi-me loucamente

P’lo universo em contramão

A uma velcidade abismal.

publicado por poetazarolho às 07:08 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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