Terça-feira, 25.09.18

Nozes in hell

Nozes.jpg

São os deuses do inferno

Que agigantam sua voz

Para todos é inverno

Esses todos somos nós

 

Neste mundo tão moderno

Que não lembra aos avós

Domina um amargo interno

Como o podre de uma noz

 

Que ao consumir-te um dente

Consome a vontade de amar

Apesar dum fogo imenso

 

Olhas mas não vês gente

Falas tanto sem escutar

Nada é mas parece intenso.

publicado por poetazarolho às 23:31 | link do post | comentar
Quinta-feira, 06.09.18

Sociedades

Sociedades.jpg

“Só poucos terão lugar”

Neste tão lindo jardim

Outros não podem entrar

Já que a vida é assim

 

Há muita promessa no ar

Poucas serão para mim

Também no círculo polar

Há sempre muito pinguim

 

Com a cauda a bandear

Seguem com grande frenesim

O dono dos blocos de gelo

 

Só alguns podem almejar

Serem sócios do pasquim

E possuir um casaco de pêlo.

publicado por poetazarolho às 01:09 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 03.09.18

Arder

Arder.jpg

“Num desastre natural...”

Ardeu no Rio de Janeiro

P’ra alguns parece normal

Mas ardeu o mundo inteiro

 

Cultura não é fundamental

Mais acima está o dinheiro

Possuí-lo não é um mal

Mal é se nos possui primeiro

 

Tudo gira minha gente

Em torno deste senhor

Que veneramos sem saber

 

Tudo poderá ser diferente

Se nos possuir o amor

O mundo inteiro pode arder.

publicado por poetazarolho às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Penas de anjo

Penas de anjo.jpg

Quanto amor ao reparar

Um anjo as suas penas

Todo o que tem p’ra dar

E não só esse apenas

 

Muito mais vai ele buscar

Às lutas de outras arenas

Onde cantou e irá cantar

Para o público às centenas

 

Não há remédio p’rá vida

A não ser vivê-la assim

Com essa alma de cantor

 

Enfrentar a grande subida

Ultrapassando cada motim

Com pequenas doses d’amor.

publicado por poetazarolho às 01:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 27.08.18

Universos cerebrais

Universos cerebrais.jpg

Os universos infinitos

Carecem de exploração

Têm recantos bonitos

E outro que o não são

 

São os recantos malditos

Escapam à lei da razão

Neles nascem conflitos

Por vezes sem explicação

 

Tens a chave do sucesso

Tens um dom apaziguador

Se lhes quebras o monólogo

 

Precisas entender o processo

Que por vezes causa a dor,

Feliz dia para o psicólogo.

publicado por poetazarolho às 11:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 25.08.18

Subtracção

Subtracção.jpg

“Antes troço dos ladrões...”

P’lo que pensam ter furtado,

Mal resolvidas as equações

A incógnita é ao quadrado

 

Do produto das maldições

Dividindo e pondo de lado

A vida e suas contradições

E tudo o que foi roubado

 

Mais aquilo que roubarão

Menos o que não conseguem

Subtrair à humanidade

 

Diz assim a cada ladrão

Tudo, mas tudo carreguem

Deixem apenas a felicidade.

publicado por poetazarolho às 01:25 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 24.08.18

As voltas

As voltas.jpg

“Indo à procura de mim…”

Pelas vielas e calçadas

Onde me perderei por fim

Pois lançam novas estradas

 

Nunca pude ser assim

Nas velhas e esburacadas

Mas não lamento, enfim

As voltas que foram dadas

 

E mais voltas que darei

Onde finalmente perdido

Nas marcações dum fandango

 

Enquanto isso imaginarei

Ser um artista entendido

Nas voltas que são do tango.

publicado por poetazarolho às 17:04 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 22.08.18

Poeta invisível

Poeta invisível.jpg

"Não viu a poeta em mim"

Mas começa a descobrir

Apenas e porque sim

Pois não há como encobrir

 

Não vale fazer chinfrim

De nada poderá servir

Mas é salutar o frenesim

Que em muitos faz sentir

 

E agora vê-se a luz

Entre sorrisos de luar

Salpicados de emoção

 

O poema em nada reduz

Tudo o que possa alcançar

Ou guarde no coração.

publicado por poetazarolho às 00:04 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 21.08.18

Para nada

Para nada.jpg

"Já não sirvo pra mais nada!”

Por muito que tenha dito

Fica esta boca calada

E venha mais um copito

 

Dessa bebida encantada

Qu’embala o que foi escrito

Nessa barca aparelhada

Em tempo algum maldito

 

Para nada vou servindo

Umas rimas de permeio

Sentidas, ou talvez não

 

Mas as que me vão sentindo

Sabem bem donde veio

O sentido e p’ra que são.

publicado por poetazarolho às 00:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 20.08.18

Carochas rafeiras

Carochas rafeiras.jpg

“E eu prefiro a minha Oeiras!”

À beira do enorme Tejo

Antes cheia de palmeiras

E agora já nem as vejo

 

Foram as carochas rafeiras

Que lhes traçaram o ensejo

Antes fossem às bananeiras

Com magnésio de sobejo

 

Mas posso bem imaginar

Esta majestática avenida

Num século ainda vindouro

 

Com palmeiras por plantar

P’ra não servir de comida

Aos bichos de mau agouro.

publicado por poetazarolho às 16:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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