Pastéis

Pastéis.jpg

Da joalharia de Belém, pastéis

Jamais irei sair de mim

Interpretarei novos papéis

Apodrecendo até ao fim

 

Diamantes da confeitaria

Que eternos nunca serão

Nem eterna é a pastelaria

Que os pastéis são como são

 

Degustados pelo prazer

Nesta eternidade finita

Com o fim a acontecer

 

Faço votos de permanecer

Nos meandros desta escrita

E na joalharia de Belém, comer.

publicado por poetazarolho às 00:27 | link do post | comentar