Brutais

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Eu não posso engravidar

Porque útero nunca tive

Por isso deixem-me estar

Do meu corpo ninguém vive

 

Mas minh’alma pode parir

Bem p’ra cima dum milhão

E das mais qu’estão p’ra vir

Outras tantas nascerão

 

São de partos naturais

Estas palavras sem rosto

Que nascem sem permissão

 

Tantas vezes feias brutais

Muito mais do que o suposto

Sem nunca pedir perdão.

publicado por poetazarolho às 21:20 | link do post | comentar