Asfaltados

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Só a opulência grassa

Neste mundo em ruínas

Miséria não o trespassa,

Quanto distam as esquinas?

 

A esquina da moralidade

Ruiu sem darmos por nada…

Sobre estilhaços de bondade

Crueldade fez-se estrada

 

Assim cruzamos o mundo

Com o espírito esventrado

E um coração de asfalto

 

Onde o amor jaz moribundo

O humano é posto de lado

E o que luz fala mais alto.

publicado por poetazarolho às 06:57 | link do post | comentar