Terça-feira, 29.09.15

Não manipularás

Não manipularás.jpg

 

 Não houve manipulação

Geneticamente falando

Mas foi grande a explosão

Pareciam bancos rebentando

 

Foi o BPN em estilhaços

E o BES aos bocadinhos

Só ficaram os palhaços

Os que pagam coitadinhos

 

O governo foi magistral

Na arte de governar

Sem usar o populismo

 

Assim salva Portugal

Que estava a balançar

Mesmo à beira do abismo.

publicado por poetazarolho às 23:16 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 28.09.15

Assim votará

Assim votará.jpg

Portugal à frente

Não esteve ou estará

Apenas quem mente

Tem andado por cá

 

O povo descontente

Anda ao Deus dará

Apenas é crente

E assim votará

 

Faz fraca a forte gente

Quem se governou

Sem ter governado

 

Por demais contente

Quem assim sugou

O pobre coitado.

publicado por poetazarolho às 22:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 27.09.15

Aprendizes

Aprendizes.jpg

Sem ser poeta ou atleta

Sem ser profeta ou rei

Sem ter que chegar à meta

Sei que um dia chegarei

 

Nem que seja de lambreta

Ou de rastos, nem sei

Ou montado num cometa

Esse que nunca verei

 

Só passa de mil em mil

Para gáudio dos infelizes

Que aplaudem com aprumo

 

Temos que explicar Abril

Aos feiticeiros aprendizes

Pra que haja um novo rumo.

publicado por poetazarolho às 20:08 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quinta-feira, 24.09.15

Alegre e crente

Alegre e crente.jpg

É um homem transparente

Aquele que nos assiste

Trata da vida da gente

Com vigor e não desiste

 

E vai o povo contente

Com a caneta em riste

Muito alegre e crente

Colocar a cruz e insiste

 

No transparente perfeito

Em mais uma eleição

P'ra governar Portugal

 

E uma vez mais eleito

Opaca é a governação

Que nos governa tão mal.

publicado por poetazarolho às 23:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 18.09.15

Passadas

Passadas.jpg

Passos largos daqui pra fora

Quem se habituou a roubar

O mal já não vem de agora

Vem de época milenar

 

Donos que fomos do mundo

Riqueza que era abundante

Depois do rombo profundo

Vestimos alma de pedante

 

O subsídio e o pedantismo

Na alma se nos entranhou

Mas só chega prá nobreza

 

São tiques de novo-riquismo

Que o povo um dia sonhou

Mas não saiu da pobreza.

publicado por poetazarolho às 20:26 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 15.09.15

Lambanças

Lambanças.jpg

É no arco da lambança

Que a açorda perde sentido

Aí gostam d’encher a pança

Com algo faustoso e sortido

 

Entre ostras e caviar

E o champanhe francês

Venha mais, toca a aviar

Que o povo paga outra vez

 

O banquete dos convivas

De paladar tão refinado

E sem sequer suspeitar

 

Cria relações afectivas

Governante, governado

Sente-se mal se não pagar.

publicado por poetazarolho às 00:19 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 13.09.15

Desconto

Desconto.jpg

Sociedade do desconto

Que não te desconta nada

Apenas faz de ti um tonto

Com a vida ensarilhada

 

No bolso muitos talões

Na cabeça o frenesim

Fazes contas aos tostões

Já que o mês não tem fim

 

Chega casa e organiza

Essa múltipla papelada

Pois não tens contabilista

 

És o próximo da lista

Com a vida paralisada

Pois o desconto martiriza.

publicado por poetazarolho às 18:09 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 12.09.15

Realidades

Realidades II.JPG

Realidades incomportáveis

Pela realidade vigente

Fantásticas e incontornáveis

Contornam a vida da gente

 

Só se abeiram de notáveis

Gente de vida diferente

Cavam fossos insondáveis

Intransponíveis fisicamente

 

E que a mente não vislumbra

Tal é o seu surrealismo

Pelo luxo condimentado

 

E quem vive na penumbra

Sempre à beira do abismo

Agradece não ser empurrado.

publicado por poetazarolho às 22:53 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sexta-feira, 11.09.15

Fantasmas de Portugal

Fantasmas de Portugal.jpg

Mais trabalho e menos circo

No circo que é Portugal

Transformado em antro

P'ró debate eleitoral

 

Espectadores aos milhões

P'ra deleite da sondagem

Mantiveram as indecisões

Vencedora foi a imagem

 

Do espectáculo mediático

E mais uma vez se provou

Que o passado é solução

 

Reside no mundo socrático

Do qual muito se falou

E que já deixou a prisão.

publicado por poetazarolho às 04:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 09.09.15

O sistema

O sistema.jpg

Pouca terra tanta gente

Também falta o dinheiro

Assim fala quem te mente

Tendo em mente o financeiro

 

O sistema está montado

P’rá salvaguarda dos milhões

Para o pobre e o refugiado

Já só sobram os bastões

 

Bastonada na carola

Sentadinho no chão

Quietinho e sem mexer

 

Que o mirage já descola

E na sua nobre missão

Muitos votos vai render.

publicado por poetazarolho às 21:31 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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