Domingo, 30.11.14

Cavalo cansado

Cavalo cansado.jpg

Não se janguem comadres

Deste nosso Portugal

Não se saibam verdades

Pois nem tudo anda mal

 

Mas melhor é que não está

Anda o povo espremidinho

Passeia-se a fome por cá

Sobeja-nos ainda o vinho

 

Um pedacinho de chão

O saber para o cultivar

E também o velho arado

 

Semeia-se trigo faz-se pão

Que no vinho há-de boiar

Regressa o cavalo cansado.

publicado por poetazarolho às 20:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 24.11.14

Preventivamente

Preventivamente.jpg

Sócrates noite e dia

Dia e noite e ao revés

Tanto Sócrates angustia

Onde estão os outros dez

 

Que roubaram Portugal

E não foram acusados

Este poder anda mal

Foi entregue aos mercados

 

Romances de pacotilha

Entretêm os ignrantes

É sua nobre função

 

Está montada a armadilha

Nada ficará como antes

Vai-se encher a prisão.

publicado por poetazarolho às 23:54 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 23.11.14

O berro

O berro.jpg

É grito à democracia

Feita de promiscuidade

Estará próximo o dia

Do final desta idade

 

Passam a idade de pedra

Passam a idade do ferro

Doutos em sua cátedra

Levam com o nosso berro

 

Da minha cátedra furada

Final bizarro antevejo

Acaba tudo à pedrada

 

Mas tal coisa não desejo

Nova idade imaginada

Por maioria eu a elejo.

publicado por poetazarolho às 17:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 20.11.14

Está visto

Está visto.jpg

Terminou a indignação

Nesta nossa sociedade

Ocupada p'la corrupção

Com toda a popularidade

 

Nasce assim a ocasião

De maior probabilidade

Para constituir o ladrão

Em dono da seriedade

 

Muito sérios mas a rir

Pois arrecadam milhões

Com toda a idoneidade

 

O que virá a seguir

Não tenhamos ilusões

É o visto da impunidade.

publicado por poetazarolho às 23:53 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 18.11.14

Vem lá merd@

Vem lá merd@.jpg

Ele é visto, ele é dourado

Via verde p'rá corrupção

Enquanto o povo é esfolado

Sem direito à indignação

 

Assim se dirige um estado

Que não considero nação

É um sítio mal frequentado

Ou se é povo ou se é ladrão

 

Mergulhados em austeridade

Muito além do impossível

Que nos provoca obstipação

 

Desaguará em quantidade

Com o mau cheiro previsível

Quando se der a evacuação.

publicado por poetazarolho às 22:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 15.11.14

Pelos vistos

Pelos vistos.jpg

Não é sucesso total

Mas é sucesso, qu'importa

De seu nome Portugal

Se não endireita, entorta

 

São as taxas e taxinhas

Impostos até mais não

São as tascas e tasquinhas

E mais uns tintos virão

 

Quem sabe o visto dourado

Comprará mais uma mansão

E também a passaporte

 

E o dirigente do estado

Sem ser alvo de corrupção

Será bafejado p'la sorte.

publicado por poetazarolho às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 06.11.14

Incerteza

Incerteza.jpg

Acima da possibilidade

Por aqui foram passando

Abaixo da promiscuidade

Assim se foram governando

 

Deixaram esta sociedade

Neste estado, vegetando

Num nível de felicidade

Para uns, só mesmo quando

 

Do nada se fizeram reis

Em impérios conquistados

Com o crédito bafiento

 

Eu penso que nem sabeis

Quais serão os visados

Nem qual seria o momento.

publicado por poetazarolho às 23:06 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 05.11.14

Canoas

Canoas.jpg

São os donos do poder

São os donos disto tudo

Desde o nascer ao morrer

Desde o Natal ao entrudo

 

Vão os três dias da vida

Gastos numa luta funesta

Será uma vida perdida

Ou a vida é que não presta

 

Algumas valem milhões

Têm canoas douradas

Para o além alcançar

 

Mas as vidas de tostões

Têm as canoas furadas

Nem chegam a navegar.

publicado por poetazarolho às 22:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 03.11.14

Tanga condecorada

Tanga premiada.jpg

A grande condecoração

O grande condecorado

Esforço de uma nação

Que não luta a seu lado

 

Luta para sobreviver

Anda de calças de ganga

Mas não esquece o dizer

Este povo anda de tanga

 

Numa europa bem vestida,

Em Bruxelas há lagosta

Para os poucos que lá estão

 

No continente há feijão

Com couve, p'ra quem gosta

E andam de alma despida.

publicado por poetazarolho às 23:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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