Segunda-feira, 30.06.14

Temperos

 

Tempero de sal e amor

Nesta beira mar plantado

Porque infliges tanta dor

A pobre povo amargurado

 

Não o vejo merecedor

Dum viver assim pesado

Já nem existe ditador

Nem se toca só o fado

 

Ou viverá numa ilusão

E no instante seguinte

A ver o seu voto contado

 

Regressa à mesma prisão

E à condição de pedinte

Que lhe assistiu no passado.

publicado por poetazarolho às 19:17 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 25.06.14

Enforcados

 

Está Portugal enforcado

Não é força d'expressão

Dizem uns foi ultrajado

Mas outros dizem que não

 

Povo não foi consultado

Pelos que metem a mão

Vê o seu país arruinado

Sem vislumbrar solução

 

Mas por neles ter votado

É cumplice da confusão

E não é a vez primeira

 

Mas ao ver-se confrontado

Com o fruto da sua votação

Resolve enforcar a bandeira.

publicado por poetazarolho às 23:30 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 23.06.14

A nossa selecção

 

Portugal no coração

Vai jogando futebol

Patrocínio da selecção

Deve ser o Vasenol

 

Que cuida e protege

Os nossos jogadores

Mas nenhum emerge

Por causa das dores

 

Valeu-nos o Varela

Esperança não morreu

Vai ser assassinada

 

Um golo de trivela

É um sonho meu

P’rá última jornada.

publicado por poetazarolho às 01:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 18.06.14

Existia

 

Governo esclarecido

Pelo constitucional

Pôs o povo deprimido

Aguenta, mas bate mal

 

É um povo imerecido

Não alcança o manancial

De ter o défice cumprido

Para salvar Portugal

 

Pode já não haver povo

Mas existe crescimento

P’ra salvar a economia

 

Existe um mercado novo

E um banco de fomento

Enquanto povo existia.

publicado por poetazarolho às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 17.06.14

A bem da nação

 

Hoje o melhor do mundo

Jogador de Portugal

Esteve lá muito no fundo

Como um jogador banal

 

Foi-se tudo num segundo

Não houve onze ideal

Este hoje caiu rotundo

No início do mundial

 

Foi um golpe profundo

Como há muito não se via

Numa grande competição

 

Renasça onze fecundo

P’ra nos dar muita alegria

Tudo a bem da nação.

publicado por poetazarolho às 00:22 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Domingo, 15.06.14

Velho fado

 

País de trapaças mil

Vê-se nelas enredado

Antes e depois de Abril

Este é o nosso fado

 

Fado do desgraçadinho

Maltrapilho e rasgado

Pedregoso seu caminho

De futuro enrodilhado

 

Pobre povo já não lavas

As mágoas da tua alma

Pelo sofrer encardida

 

Antes ainda cantavas

Mas roubaram-te a calma

Deixaram-te a alma ferida.

publicado por poetazarolho às 19:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 09.06.14

L’arc du triomphe

 

À trois c’est le ménage

Lorsque que l’heure arrive

À chaque un son visage

Il y a des choses terribles

 

Qui nous arrive souvent

Sans y penser beaucoup

Mais si passe l’instant

Ils nous appelle de fous

 

Comme dans la politique

Il faut profiter l’ occasion

Pour y mettre la main

 

Les millions ils signifient

Profiter de la situation

Qui ne reviendra demain.

publicado por poetazarolho às 01:15 | link do post | comentar
Domingo, 01.06.14

Das bestas

 

O país para o passado

Pelo constitucional

Está a ser arrastado

De forma irracional

 

O governo empenhado

Em não nos deixar mal

Tem o percurso estudado

P’ra levantar o moral

 

Pagar tudo ao mercado

Com saquinhos de sal

Que é produto nacional

 

E com o credor salgado

O rating será bestial

Das bestas em Portugal.

publicado por poetazarolho às 15:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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