Domingo, 30.03.14

Mundo novo

 

Nós somos economia

Correm nas veias acções

Variamos no dia a dia

Em função das cotações

 

É este o mundo novo

Fruto doutras concepções

Desprezando todo o povo

Acarinhando os cifrões

 

Deus dinheiro adorado

O espírito desprezou

Por isso foi crucificado

 

Mas quando ressuscitou

Voltou logo ao mercado

Que de novo o aclamou.

publicado por poetazarolho às 16:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 28.03.14

O animal

 

Já não existe oposição

Quem ordena é o capital

Mas transmite a impressão

De que tudo é normal

 

Lançando a divergência

Mas apenas mascarada

Controla com consistência

O rumo desta manada

 

Lança muita confusão

Mas  descobre a verdade

Debate-a até à exaustão

 

Na rádio e televisão

Disseca esta realidade

Para gáudio do povão.

publicado por poetazarolho às 23:10 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 26.03.14

Fecundados

 

Um espelho quebrado

Traz sete anos de azar

Enquanto o povo roubado

São vinte anos a penar

 

Foi ministro quem o diz

Que a via agora é estreita

Quando governou não quis

Aplicar melhor receita

 

Somos um povo azarado

Sem responsável conhecido

Por este estado da nação

 

Como um filho abandonado

Ou de pai desconhecido

Só se conhece a fecundação.

publicado por poetazarolho às 21:14 | link do post | comentar
Segunda-feira, 24.03.14

Saída suja

 

O presente envenenado

Vem no fim do resgate

Como um juro rebaixado

Preparados para o abate

 

Especuladores sem receio

Logo o juro farão subir

Ficarão de papo cheio

Enquanto nós a ganir

 

Limpa será esta saída

Onde apostam os sabujos

Que dela podem aproveitar

 

Limpeza já foi decidida

Nós sairemos todos sujos

Sem nos podermos limpar.

publicado por poetazarolho às 22:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 22.03.14

Contribuinte

 

Que diabo de negócio

Haveríamos d’arranjar

Uns dedicados ao ócio

Outros ocupados a roubar

 

Nós tristes contribuintes

Tudo temos que financiar

Acabaremos com pedintes

Mas antes temos que dar

 

Todo o cabelo e coiro

Ao cofre da nossa finança

E depois toca a marchar

 

Ficarão com o tesoiro

Poderão encher a pança

Sem ter que nos aturar.

publicado por poetazarolho às 18:14 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 20.03.14

Época de caça

 

Deixá-los papaguear

Já que papagaios são

Pois para governar

Não têm sequer noção

 

O discurso decoraram

Têm umas lindas plumas

No poleiro estacionaram

Mas sem ideias nenhumas

 

Aguarda a oportunidade

Para acabar com a raça

Que encetou a matança

 

Enquanto houver liberdade

E assim que abrir a caça

Reconquistemos a esperança.

publicado por poetazarolho às 21:16 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.03.14

Partir e ficar

 

Solução é emigrar

Avisou o presidente

Pois para quem ficar

Nada irá ser diferente

 

Austeridade vai marcar

Um futuro deprimente

Não é preciso adivinhar

Próximos anos da gente

 

Este é o preço a pagar

Por se querer o paraíso

Deste tempo pós-moderno

 

Nada haveria a lamentar

Se tivesse havido juízo

Assim comprou-se o inferno.

publicado por poetazarolho às 22:53 | link do post | comentar
Sexta-feira, 14.03.14

Estado de ansiedade

 

Um degrau é conquista

Em cada manifestação

Até que o povo resista

Ao estado de excepção

 

Não há solução à vista

Agarra, agarra que é ladrão

A menos que de roubar desista

Muitos e muitos morrerão

 

Para alimentar a certeza

Dum estado prepotente

Que não sente a realidade

 

Actua com tal frieza

Colocando toda a gente

Neste estado de ansiedade.

publicado por poetazarolho às 23:34 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quarta-feira, 12.03.14

Estado deprimente

 

Setenta personalidades

Um manifesto assinaram

Mas enquanto governaram

Gastaram alarvidades

 

Era do povo o dinheiro

Encheu os cofres do estado

Foi dinheiro desbaratado

A ver quem gasta primeiro

 

O povo da nação valente

Agora pobre e resignado

Para além de descontente

 

Vê-se muito mal amado

E num estado deprimente

Porque o deprime o estado.

publicado por poetazarolho às 20:27 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 09.03.14

Retrato de Portugal

 

Vive toda a gente mal

À beira mar plantada

Que a raia de Portugal

É de gente emigrada

 

Vai vivendo de ilusões

Mas em terra emprestada

Pois na terra de Camões

Valia menos que nada

 

Para a malta animar

Tocam por lá canções

Por cá p’ra não destoar

 

Os que se estão a governar

Dizem nos seus sermões

Toca lá a emigrar.

publicado por poetazarolho às 21:09 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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