Terça-feira, 26.02.13

Na pobreza sitiados

 

No país dos condados

Muito mal administrados

Estropiam os reformados

E querem-nos recuperados

 

Vão ver-nos naufragados

E na pobreza sitiados

Excepção aos iluminados

Por quem somos governados

 

Ou os filhos e enteados

Que estão bem encaixados

Servindo a nação valente

 

Eles não são os culpados

Por serem contemplados

Com este povo indigente.

publicado por poetazarolho às 23:09 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 24.02.13

As facturas do coelho

 

As facturas do coelho

Não pararam de entrar

As finanças sem trambelho

Não souberam justificar

 

Dez mil de cabeleireiro

Doze mil do automóvel

Nove mil do chapeleiro

Deixaram o fiscal imóvel

 

Com o síndroma da factura

As contas saíram furadas

A recessão acelerou

 

Numa espiral que perdura

Teve efeito de enxurradas

E o nosso país arrasou.

publicado por poetazarolho às 17:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 22.02.13

Dedos e anéis

 

Olha aí ó Portugal

Se tempo necessitas

Que não seja temporal

Primavera flores bonitas

 

No verão vais a banhos

Que venha sol e calor

Cuidado com estranhos

Que dizem teres valor

 

Caminho te apontam

Aquele da salvação

Onde avanças sem medos

 

Vê lá o que te aprontam

Não seja pura ilusão

P’ra levar anéis e dedos.

publicado por poetazarolho às 20:31 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 20.02.13

Movimento perpétuo

 

Maio de sessenta e 9

Começou no ISCTE

E ninguém os demove

Fizeram cá um banzé

 

Os estudantes de gestão

Geriram a gritaria

Gritaram à exaustão

E o ministro fugiria

 

Não restou mais solução

Este é o início do fim

Da corja de alternantes

 

Que infestou esta nação

Vai mudar de novo enfim

Para ficar com dantes.

publicado por poetazarolho às 22:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 18.02.13

A tragédia

 

Falta um bocadinho assim

Diz Seguro com propriedade

Mas não se encostem a mim

Estou fora dessa realidade

 

Que a política é ilusão

Para esconder a amargura

Consegue iludir a situação

Enquanto essa ilusão dura

 

Mas agora que terminou

O tempo de prosperidade

Vive-se um perigoso caldo

 

O sistema descarrilou

Sente-se a instabilidade

Já há políticos em saldo.

publicado por poetazarolho às 22:53 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 16.02.13

O país de FJV

 

Eu já pago sem bufar

Até engulo o caroço

Se mais querem levar

Só me fica pele e osso

 

O IMI é por ter tecto

O IRS pelo trabalho

O IVA pelo objecto

E se fossem pró cara...

 

O ISPP p’ra me deslocar

O IA para ter carrinho

Pago eu e pagas tu

 

Que mais irão inventar

Se o fiscal for parvinho

Mand’o logo tomar no c´.

 

http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/

publicado por poetazarolho às 19:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 15.02.13

Secretário do povo

 

Franquelim já baralhou

Partiu e deu de novo

Antes na banca trabalhou

Agora trabalha p´ró povo

 

Ao serviço desta nação

Revela sua idoneidade

Quem lhe chamar ladrão

Não revela honestidade

 

É nobre a nova função

De novo deve baralhar

E sem ponta de cinismo

 

Vai promover inovação

Criatividade impulsionar

E até o empreendedorismo.

publicado por poetazarolho às 03:37 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sábado, 09.02.13

Poder em Portugal

 

Abundante o desalento

Fez escoar a esperança

Ouço o sopro do vento

Não me soa a mudança

 

Soa como um temporal

Que nos está a arrasar

É o poder em Portugal

Que só sabe espezinhar

 

Recebe doces saborosos

Os quais gosta de lamber

Não passam duns gulosos

 

Que se agarram ao poder

P’ra servir os poderosos

Com poder de corromper.

publicado por poetazarolho às 19:36 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 05.02.13

TV Rural

 

Deputados a apregoar

Vai voltar o TV Rural

Eu já estou a imaginar

Agricultura em Portugal

 

Crescem espigas de milho

Girassóis em Sto.Ovídio

Arma-se um grande sarilho

Com a caça ao subsídio

 

Portugal vira uma seara

Trigo, cevada e centeio

Governo dá todo o apoio

 

O crescimento não pára

Confirma-se o meu receio

Em vez de trigo era joio.

publicado por poetazarolho às 22:34 | link do post | comentar
Domingo, 03.02.13

Escravidão brutal

 

Na sociedade do brutal

O homem é o animal

Sem consciência afinal

Do seu destino fatal

 

Não passa dum numeral

Ou um facto percentual

Para estragar o arraial

Montado pelo capital

 

O homem é empecilho

Se acaso se põe a pensar

Não passa dum sarilho

 

Duma enorme proporção

Vamos ter que o domar

Sujeitá-lo à escravidão.

publicado por poetazarolho às 18:06 | link do post | comentar | ver comentários (7)

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