Terça-feira, 31.07.12

Político come

 

Falta à política vontade

Para acabar com a fome

Mas isto só é verdade

Porque o político come

 

Fosse o político educado

Junto à raiz do povo seu

Pão pelo diabo amassado

Poderia dizer que comeu

 

Dessa lição tão intensa

Retiraria eficaz conclusão

Estômago às costas colado

 

Esta é uma dor imensa

P´lo menos não falte pão

Ao povo no meu reinado.

publicado por poetazarolho às 21:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 29.07.12

Não há vida além do lucro

 

O nosso lucro subiu

Nem imaginas quanto

Nem quantos destruiu

Ou ficaram num pranto

 

Mas só o lucro é vida

Tudo o mais é a sorte

Vivemos se há subida

Mas se desce é a morte

 

Diz-me espelho meu

Vês por aí no horizonte

Alguém que porventura

 

Tenha mais lucro que eu

Estará errada a tua fonte

Se antevês essa amargura.

publicado por poetazarolho às 23:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 27.07.12

Quem nos salva

 

Draghi o novo salvador

Da Europa em turbilhão

O que fará este senhor

Senão ir ao beija-mão

 

Tanto economista sabedor

Emitindo douta opinião

Mas nenhum saiu doutor

P’ra curar esta recessão

 

Com prognóstico reservado

Necessita duma transfusão

E não de tanto cinismo

 

Não vejo ninguém habilitado

Para esta exigente missão

De nos salvar do abismo.

publicado por poetazarolho às 23:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 25.07.12

Frango depenado

 

Que se lixem as eleições

O que interessa é Portugal

Passarinhos ou passarões

Chegam fritos ao Natal

 

Que a receita de milhões

Já nos está a correr mal

Errámos contabilizações

Mas outro assalto imoral

 

Já estamos a preparar

Novo orçamento d’estado

Com subsídios de ficção

 

A todos iremos depenar

Que um frango depenado

É a nossa maior satisfação.

publicado por poetazarolho às 18:10 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 23.07.12

Tigres de papel

 

A austeridade hipotecou

Siesta a nuestros hermanos

O tradicional sono acabou

Despertam por muitos anos

 

Acordam para o pesadelo

Por isso não querem dormir

Acordados não irão tê-lo

Se adormecem pode surgir

 

Bem vindos ao carrossel

Vertiginoso dos mercados

Não mais penseis sair daqui

 

Sois os novos tigres de papel

Para todo o sempre acordados

É a tortura do sono do FMI.

publicado por poetazarolho às 23:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 21.07.12

Teoria dos impérios

 

Agora é preciso abrandar

Afirmou o sábio alemão

Tudo se está a transformar

Não sabem p'ra onde vão

 

Neste enorme desmoronar

Ainda alguns se salvarão

Serão esses a continuar

O que restar da missão

 

Esses novos missionários

São aqueles que erguerão

Com muito sangue e suor

 

Novo impérios milionários

Que a seu tempo implodirão

Com estrondo muito maior.

publicado por poetazarolho às 01:38 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 19.07.12

Democracias

 

Uns tirinhos para o ar

Na era pós eleitoral

Que mais há a esperar

A democracia vai mal

 

Não se sabe aceitar

Resultado da negociação

Nem tão pouco respeitar

A hierarquia da votação

 

Anda o povo a reboque

De quem é rei e senhor

E só tem voz na eleição

 

Dando o voto ao escroque

Que se arma em doutor

E se faz dono da nação.

publicado por poetazarolho às 01:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 16.07.12

O doutor e o amigo

 

Um sábio comentador

Da política reformado

Que por acaso é doutor

Está muito bem instalado

 

Todos escutam o que diz

Vende conselhos a peso

No perfil sobressai o nariz

Anda sempre bem vestido

 

Já propõe remodelações

Para o governo da nação

Eu cá também lhe digo

 

Os conselhos são canções

Que transportam a emoção

De uma cunha p’ró amigo.

publicado por poetazarolho às 19:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 14.07.12

Canção do bandido II

 

Contribuinte amigo

O governo está contigo

Contribuinte irmão

Deixa a contribuição

 

Contribuinte palhaço

Contribui para o ricaço

Contribuinte solidário

Contribui para o otário

 

Contribuinte insolvente

Já não contribuis pr’á gente

Fazes favor de emigrar

 

Só nos andas a sobrecarregar

Amigo e irmão emigrante

Lembra-te da pátria distante.

publicado por poetazarolho às 22:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 12.07.12

O canudo

 

Eu pretendo ser doutor

Alguém arranje o canudo

Tenho equivalência maior

Fui rei momo no entrudo

 

Sou de rara inteligência

Não por que a quisesse ter

E da mais fina aparência

Só doutor poderia ser

 

Com uma rara capacidade

Posso ajudar este país

A transpôr a recessão

 

Ser doutor é necessidade

E não foi porque eu quis

Foi um apelo da nação.

publicado por poetazarolho às 19:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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