Terça-feira, 31.01.12

Virose


O ano acaba este ano
E o mês no fim do mês
Mundo acaba outra vez
Até já existe um plano

Faz-se mais uma cimeira
Decreta-se a calamidade
Por manifesta incapacidade
Doença afecta a terra inteira

Impõe-se depois o remédio
Para essa doença debelar
Incapacidade volta a atacar

Vírus já não sente o assédio
Prepara-se para nos minar
Quantos poderão escapar?
publicado por poetazarolho às 16:01 | link do post | comentar
Segunda-feira, 30.01.12

Sultanato


Venham mais cinco
Resgates que eu pago já
Trabalharei com afinco
Não se preocupe o marajá

Não se preocupe o sultão
Nem as suas concubinas
Pagarei até ao ínfimo tostão
Para ele possuir as meninas

Para o palácio conservar
Alimentar os puro-sangue
Terão a nossa compreensão

Pequeno esforço dum milhão
Não é coisa muito grande
Para o sultanato preservar.
publicado por poetazarolho às 15:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 26.01.12

Carnaval social


Existe um fórum social
Quem diria, não se nota
Um ministro de Portugal
O do Audi era o da mota

Em Porto Alegre há clamores
Dizem a justiça anda mal
Já ribombam os tambores
Prepara-se o Carnaval

Para o tempo dos calores
Será a condizer a rainha
Socialmente nada a opor

Mas já surgiram rumores
Que mostrará a bundinha
Já não há qualquer pudor.
publicado por poetazarolho às 15:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 25.01.12

Da(va-)vos


Com um objectivo impossível
Em Davos, na luxuosa estância
Começa a maratona incrível
Ricos e poderosos são substância

E os seus vassalos, os do poder
Na ânsia de trocos e por ganância
Vão dizer o que é preciso dizer
Personagens de falsa relevância

Que se leiloam entre os pares
Em números de puro malabarismo
O que responderei se perguntares

É possível mudar o capitalismo?
Sim sem dúvida, se considerares
A pergunta como um eufemismo.
publicado por poetazarolho às 15:21 | link do post | comentar
Terça-feira, 24.01.12

Portugal sem dúvida


Destino triste o desta nação
Discutido em assembleias
Onde se grita sem convicção
País de esquemas e sinistras teias

Sem senso, caminho ou brilho
Esqueceste a quem te  honrou
Tempos houve em que muito filho
Por ti partiu à conquista e lutou

Depois de tantos séculos de glória
E de um povo que por ti sofreu
Não sobraram os que te amam

Resta a teia de interesses atentatória
De qualquer que seja o interesse teu
Sobraram os que à tua custa mamam.
publicado por poetazarolho às 15:47 | link do post | comentar
Segunda-feira, 23.01.12

Navio Europa


O navio já deu à margem
A Europa ainda se aguenta
Estamos no ponto de viragem
Quando na Europa a água entra

Estando o barco a afundar
O comandante salta borda fora
Mesmo a tempo de se safar
No navio Europa já se implora

Todos imploram o perdão
Pelos pecados acumulados
Rombo no casco foi enorme

É um pesadelo ninguém dorme
Há bocados por todos os lados
No bote alguns se salvarão.
publicado por poetazarolho às 16:42 | link do post | comentar
Sábado, 21.01.12

A partida


O nosso presidente coitado
Não ganha pr’a meias solas
Apesar de bem reformado
Está a pensar viver de esmolas

Senhor presidente da nação
Temos pena com certeza
Não espere nossa contribuição
Também vivemos na pobreza

Vislumbramos uma solução
A de quem nos está a governar
Para outro lado vá presidir

Que esta pobre população
Por cá se haverá de arranjar
Não temos pena, pode partir.
publicado por poetazarolho às 11:23 | link do post | comentar
Sexta-feira, 20.01.12

Respirar


Não há crises na lua
Quem me dera lá viver
Não há oxigénio na rua
Vives lá só pr’a morrer

Crises são da humanidade
E do seu modo de pensar
Curta de vistas a realidade
Vou para a lua morar

Crio a fábrica d’oxigénio
Vou um governo instalar
Quem pr’a lá fôr a seguir

Vai encontrar este génio
E se pretender respirar
Vai ter que contribuir.
publicado por poetazarolho às 12:59 | link do post | comentar
Quinta-feira, 19.01.12

Bad guys


Bad girls go everywhere
Mas é preciso ser-se má
Bad boys meet you there
Isso é o que mais cá há

É raça humana, conheces?
Única espécie da criação
Que ante todas as preces
Não hesita, mata um irmão

Diz-se dotada de compreensão
Nunca vi tanta incongruência
Diz-se trás de origem coração

Será acessório pr’á violência
Pratica amiúde a humilhação
Por certo reflexo de inteligência.

http://girls-go.blogs.sapo.pt/
publicado por poetazarolho às 15:40 | link do post | comentar
Quarta-feira, 18.01.12

País pacato


O problema da corrupção
Afirmou o Prof. Marcelo
Vem do tempo da fundação
Deste rectângulo tão belo

Sob a forma de condado
E dando caça aos mouros
Este país seria formado
Roubando-lhes os tesouros

Mais tarde haveria um pacto
O pacto de não agressão
Preservou o país da guerra

Ficando pr’a sempre pacato
Toleramos todo o ladrão
E o sistema que nos emperra.
publicado por poetazarolho às 13:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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