Terça-feira, 28.11.17

Panteão com animação

Panteão com animação.jpg

Estava ali no Panteão

No descanso duma vida

Pensando com meu botão

Mas que morte aborrecida

 

Alguém deu a solução

E de forma decidida

Alugaram o nosso salão

P’rá noite mais divertida

 

Minh’alma rejuvenesceu

Com tamanha animação

Logo disse à outra malta

 

Desde de c’a gente morreu

Não mais fôramos à televisão

Assim voltámos à ribalta.

 

publicado por poetazarolho às 10:21 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 22.11.17

Valor dos valores

Valor dos valores.jpg

Já morreu a tolerância

A ética não fica atrás

Honestidade à distância

E a verdade não apraz

 

Respeito com relutância

Tão somente o fingirás

Baseado na ganância

Teu mundo construirás

 

Pois não há quem invista

Em valores sem tradução

Numa moeda corrente

 

E se houver quem insista

Noutro tipo de valorização

Será considerado demente.

publicado por poetazarolho às 23:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 21.11.17

Da rosa

Da rosa.jpg

Já só vivo em meus filhos

Como um cristo assumido

Eles serão meus cadilhos

Mesmo após haver partido

 

Não os livro de sarilhos

No caminho percorrido

Saudáveis são os trilhos

Sussurrados ao ouvido

 

Espinhos eu não os sinto

Pois que a rosa escolhida

Sabe ir muito mais além

 

E a ninguém desminto

Pois até a própria vida

É nossa oferta também.

publicado por poetazarolho às 06:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 31.10.17

Inteligência artificial

Inteligência artificial.jpg

Escravo de máquinas sou

De robots também serei

Já que me sinto robot

Com estes conviverei

 

Sua inteligência sobejou

Da artificial eu bem sei

Assim nunca mais faltou

Não sou burro pois comprei

 

Mais fácil ser inteligente

Quando a estiverem a saldar

Nos saldos do fim de estação

 

Ainda hei-de ver muita gente

Quando a inteligência esgotar

Que de burros não passarão.

publicado por poetazarolho às 00:04 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 19.10.17

Barba e poesia

Barba e poesia.jpg

Isto é um piano de cauda

Sem cauda não existiria

Sua música não defrauda

Se faço a barba à poesia

 

Existe até quem aplauda

Se a música não se ouvia

Assim a música se frauda

Pois a barba não podia

 

Barbeado com todo o jeito

P’lo barbeiro de Sevilha

Sente-se a música no peito

 

Enquanto a tecla dedilha

Fica um barbeado perfeito

Corre a lâmina na patilha.

publicado por poetazarolho às 06:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 17.10.17

Chamas vivas

Chamas vivas.jpg

No pacto com o demónio

Vão oferecer-te o paraíso

Usufruirás dum património

Sem seres rei do prejuízo

 

Nestas águas revoltosas

Existem os reis superiores

Donos de todas as prosas

São quem distribui favores

 

Recriam as chamas vivas

Oferecem mil ilusões

Onde nada poderá ruir

 

Mas nas horas decisivas

Serão donos dos milhões

Que usaram p’ra te iludir.

publicado por poetazarolho às 23:34 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 18.09.17

Quinta dimensão

Quinta dimensão.jpg

Numa certa ocasião

Fixei-me no teu olhar

Esqueci-me do balão

Que se elevou no ar

 

Tu pegaste-me na mão

Como p’ra me consolar

Não pude dizer que não

A essa forma de estar

 

No reino da ilusão

Onde consegui entrar

Com tão preciosa ajuda

 

Era a quinta dimensão

Onde se o balão rebentar

A realidade não muda.

 

publicado por poetazarolho às 21:53 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 11.09.17

Processos de fusão

Processos de fusão.jpg

Como falará um coração

Cuja cara está ausente

Ou será só uma maldição

Deste que é tempo presente

 

Não seja essa a condição

P’ra banir nenhum da gente

Mesmo sem cara é irmão

Se tem coração que sente

 

Lutemos pela inclusão

Mesmo do mais descrente

Abraçando a todo o mal

 

Num processo de fusão

Entre tudo o que é diferente

Com tudo o que é desigual.

publicado por poetazarolho às 23:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 03.09.17

Memória curta

Memória curta.jpg

Humanos ainda seremos

Arraçados também será

Rezemos ou não rezemos

Somos os que ainda há

 

Divisões sempre teremos

A política não chegará

Para que justifiquemos

Tudo o qu’ela tem de má

 

Dinheiro é complemento

Montanhas não moverá

Pode até ser redutor

 

Pois além de instrumento

Vantagens nunca terá

Se esquecermos o amor.

publicado por poetazarolho às 23:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 28.08.17

Centralidades

Centralidades.jpg

Maravilha própria do ser

Não suplanta a existência

É bem difícil de entender

Mas tenta tomar consciência

 

Não ganhas forma a correr

Prima tão só p’la insistência

Um dia ela te irá surpreender

Se nunca traíste a essência

 

Faz uma pausa p’ra reflexão

Investe na ancestralidade

Vê a forma nunca terminada

 

Do edifício em construção

Flexível mas com centralidade

Onde a energia é comandada.

publicado por poetazarolho às 20:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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