Quarta-feira, 21.06.17

Se fossemos

Se fossemos.jpg

Se não morremos queimados

Morreremos de exaustão

Pois estamos rodeados

De parvos que o não são

 

Até à medula massacrados

Por doutores na televisão

Sairemos todos doutorados

Quer nós queiramos quer não

 

E assim vamos evoluindo

Sem que haja evolução

Nesta desconjuntura total

 

Vejo a esperança fugindo

Quando a teríamos na mão

Se todos fossemos Portugal.

publicado por poetazarolho às 23:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 18.06.17

Impérios

Impérios.jpg

O desprezo pela vida

E o amor ao dinheiro

São a casa de partida

P’ra matar o mensageiro

 

A mensagem é preterida

Mais vale um conselheiro

Com conselho à medida

P’ra branquear o atoleiro

 

Os impérios claudicaram

Muitos outros claudicarão

E logo outros se seguem

 

Pois jamais dominaram

Esta humana propensão

Ainda que muito o neguem.

publicado por poetazarolho às 19:22 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 14.06.17

Reflexos de vaidade

Reflexos de vaidade.jpg

E chegados ao coliseu

Tudo ficou em equação

Aquilo que se prometeu

Não integrou a solução

 

Pois muito do que se deu

Não passou de circo e pão

No epílogo tudo ardeu

Excepto a formulação

 

Da forma de ser romana

Onde se faz jus ao critério

De ver os egos reflectidos

 

Espelho da vaidade humana

Que perdura além império

Em impérios renascidos.

publicado por poetazarolho às 02:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 07.06.17

Geometrias

Geometrias.jpg

Traça a geometria do amor

Nunca a régua e esquadro

Para alcançar seu esplendor

Tens que sair do quadrado

 

Não raras vezes existe dor

Chega a distorcer o quadro

No limite cria-se o horror

Explodem bombas no adro

 

Cabe tudo na mente humana

Não há limite p’rá viciação

Desta sociedade que profana

 

Qualquer singular razão

Assim de todos nós emana

Um rastilho p´rá explosão.

publicado por poetazarolho às 06:53 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 04.06.17

Facas

Facas.jpg

Enquanto podes morre

Esfaqueado, ou afim

Se não puderes corre

Talvez não seja o fim

 

Alguma alma te socorre

P’ra que vivas, enfim

Sem que teu sangue jorre

A ponte não fica carmim

 

Pois à vida tens direito

Por tanto nunca desistas

De fazer fintas à morte

 

Por esse caminho estreito

Sinto as facas terroristas

Esventrando a tua sorte.

publicado por poetazarolho às 22:35 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sexta-feira, 02.06.17

Menos que nada

Menos que nada.jpg

Ética é arte, é poesia

Com sentido d’elevação

Esquecida no dia a dia

Em favor da corrupção

 

Mas a ética não sabia

Desta triste situação

Por tal se comprometera

Com os desígnios da nação

 

E a nação não adivinhava

Este divórcio acintoso

A que a ética era forçada

 

Assim a corrupção s’instalava

E com seu sentido odioso

Fazia da ética menos que nada.

publicado por poetazarolho às 22:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 01.06.17

Porque sou humanidade

Porque sou humanidade.jpg

Este inferno que é meu

Porque sou humanidade

Onde alguém não percebeu

Que ficou sem dignidade

 

Seja religioso ou seja ateu

Não compre essa verdade

Seja da nobreza ou plebeu

Não cerre olhos à atrocidade

 

Não comprometa o desafio

Ofereça esperança e amor

Sem procurar recompensa

 

Caminhe sobre as águas do rio

Nessa verdade que sendo maior

Se sobrepõe a toda a crença.

publicado por poetazarolho às 02:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 30.05.17

Descentrados

 Descentrados.jpg

Olhei para o centro e vi

Que já estava ocupado

Desde esse dia entendi

Que era ser descentrado

 

Mesmo assim não resisti

Tentei entender o postulado

Que colocava alguém ali

Com aquele ar preocupado

 

Explicação não encontrei

E teci uma nova teoria

A que chamei cooperação

 

Onde o centro descentrei

Descentrados já não havia

E repartimos a preocupação.

publicado por poetazarolho às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 23.05.17

Alma de pedra

Alma de pedra.jpg

A alma capaz de amar

Quando está do avesso

É bem capaz de odiar

Sem julgar-se em excesso

 

Também mata sem pensar

Ou questionar o processo

Em seguida vai regenerar

Torna-se alma de gesso

 

É da natureza humana

Ignorar a dor alheia

Diz-se ter alma de pedra

 

Daqui o horror emana

Pois quem os ventos semeia

Colhe tempestade que medra.

publicado por poetazarolho às 23:58 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 18.05.17

Vendilhões

Vendilhões.jpg

Mentira melhor que verdade

Na qual podes acreditar

Pois supera a realidade

No que esta tem para dar

 

Uma bolha de felicidade

Que se eleva alto no ar

E que sem dó nem piedade

Acaba sempre por rebentar

 

Acredita sem restrições

No que oferecem sem mais

Teus amigos, os vendilhões

 

Não há outros amigos iguais

Dão-te ouro a troco de tostões

Nunca penses que são virtuais.

publicado por poetazarolho às 23:45 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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